Temendo vitória de Lula, classe média elegeu Congresso e governos conservadores, diz especialista

Para o jornalista Fernão Lara Mesquita, grupo social reagiu aos cenário apresentados pelas pesquisas eleitorais

Júlia Vieira, da CNN, em São Paulo
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O jornalista e ex-diretor do Estadão, Fernão Lara Mesquita, atribuiu a eleição de senadores conversadores e governadores ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) ao receio da classe média de que o cenário das pesquisas eleitorais se concretizassem. A análise foi feita durante participação no Arena Eleições desta terça-feira (4),

No dia anterior ao pleito, muitos levantamentos apontavam para uma possibilidade de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencesse em primeiro turno.

"O que percebi movendo as massas por baixo do pano foi esse pânico. Essa classe média que acompanha o Bolsonaro nas passeatas estava se sentindo acuada e correu para se defender elegendo um Congresso e governos estaduais alinhados contra o que seria uma vitória de Lula em primeiro turno", aponta o profissional da imprensa.

"A eleição de governadores e senadores foi nacionalizada. Eu tenho a impressão que essa classe média — que via nos erros das pesquisas, na ação do Supremo Tribunal e no envolvimento de parte da mídia a perspectiva do Lula ser eleito em primeiro turno —, entrou em pânico. Faz muito sentido tenha havido uma nacionalização", acrescenta.