Temos que dar desconto pelo momento difícil, diz Zema sobre fala de Carlos
Nas redes sociais, Carlos Bolsonaro declarou que os políticos se "comportam como ratos" e que se limitam a fazer oposição ao PT

Após o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticar os "governadores democráticos" de direita, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, afirmou, nesta quarta-feira (20), que a família Bolsonaro está vivendo um "momento difícil" e por isso deve-se dar "certo desconto" a essas declarações.
"Estão vivendo, a família Bolsonaro, um momento difícil e acho que nós temos que ver essas declarações com certo desconto. Eu me solidarizo com a família e vejo que mais protagonistas da direita só fortalecem a direita", afirmou Zema durante evento em São Paulo.
No último domingo (17), através das redes sociais, Carlos declarou que os políticos se "comportam como ratos" e que se limitam a fazer oposição ao PT (Partido dos Trabalhadores).
"A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater", escreveu o vereador. "Limitam-se a gritar “fora PT”, mas não entregam liderança, não representam o coração do povo. Querem apenas herdar o espólio de Bolsonaro, se encostando nele de forma vergonhosa e patética", acrescentou.
Pré-candidatura à Presidência
A publicação de Carlos Bolsonaro ocorreu um dia depois de Zema lançar sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026.
"Quanto mais protagonistas a direita tiver, mais forte ela vai ficar. Inclusive escutei isso do próprio presidente Jair Bolsonaro, com quem eu estive a cerca de 30 dias para comunicá-lo em primeira mão a cerca da minha pré-candidatura", disse Zema nesta manhã.
Após o anúncio da pré-candidatura, que ocorreu no sábado (16), em São Paulo, Zema disse à CNN que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve mudar a forma como articula a política diretamente com o governo dos Estados Unidos, e acrescentou que nenhum interesse pessoal pode estar acima do que é melhor para a gestão do Brasil.
“Nós não podemos colocar um interesse pessoal e particular de ninguém acima do interesse de uma nação. Nós estamos falando, de um lado, de 210 milhões de brasileiros. Será que alguém é mais importante do que esta nação? Na minha opinião há um erro caso você conduza a questão nesse sentido, primeiro deve vir o Brasil”, disse o governador.
Atualmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-chefe do Executivo é réu na ação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022, quando saiu derrotado.
O início do julgamento de Bolsonaro e outros sete réus foi marcado para o dia 2 de setembro.


