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    Tempo vai mostrar que fala de Lula sobre Israel estava correta, avalia ministro

    Paulo Pimenta volta a afirmar que não haverá recuo do Planalto sobre a fala e diz que impacto na aprovação do presidente apontado na pesquisa Quaest ainda é reflexo de reação

    Pesquisa da Genial/Quaest ouviu 2.000 pessoas
    Pesquisa da Genial/Quaest ouviu 2.000 pessoas Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Taísa MedeirosGabriela Pradoda CNN

    Brasília

    O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Pimenta, defendeu que a percepção sobre a fala do presidente a respeito da guerra em Israel vai se alterar conforme o passar do tempo.

    “À medida que o tempo vai passando, ela se mostra uma fala correta”, argumentou. O ministro disse que não existe possibilidade de recuo sobre a declaração por parte do governo brasileiro.

    Pimenta avalia que havia “um silêncio acovardado sobre o massacre que acontece em Gaza”. Ele também reforçou que não há indicativos de que o governo faça algum recuo sobre a fala.

    “Não vamos mudar nossa opinião sobre esse tema importante e crucial para humanidade por conta de uma percepção conjuntural”, disse.

    Isso porque, segundo a pesquisa Genial/Qaest divulgada nesta quarta-feira (6), houve queda na aprovação do presidente — o que, segundo a avaliação do Planatlo, reflete a fala sobre o conflito em Gaza, em que Lula comparou a situação com Adolf Hitler e, por consequência, ao Holocausto.

    Para os governistas, a data da pesquisa, que começou em 25 de fevereiro, é um ponto para se levar em consideração sobre o tema. Lula fez a afirmação, em 18 de fevereiro, durante uma viagem à Etiópia.

    Outro ponto que mereceu atenção do governo, na avaliação da pesquisa, é a percepção da população sobre aumento de preços dos alimentos. A pesquisa aponta que 73% dos entrevistados afirmam que o custo piorou.

    Nesse quesito, a avaliação é que a piora pode estar relacionada com estiagem e o excesso de chuvas em algumas regiões do país. Fontes do Palácio do Planalto dizem que já haviam “detectado esse movimento” e, por isso, há propostas para incentivo do consumo que estão na pauta prioritária do governo.

    A pesquisa da Genial/Quaest ouviu 2.000 pessoas, presencialmente, entre 25 e 27 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.