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    À PF, Torres nega interferência em operação da PRF que parou eleitores de Lula no 2º turno, diz defesa

    Como a CNN antecipou, ex-ministro relatou que viajou à Bahia, reduto eleitoral de Lula, para visitar obras da Superintendência da PF

    O ex-ministro Anderson Torres
    O ex-ministro Anderson Torres Alan Santos/PR

    Basília Rodrigues

    O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, negou em depoimento à Polícia Federal que tenha interferido na operação da Polícia Rodoviária Federal responsável por parar ônibus em rodovias da Bahia que transportavam eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Segundo a defesa do ex-ministro, ele confirmou ter recebido da ex-diretora da inteligência do ministério, Marília Alencar, um levantamento sobre o resultado do primeiro turno das eleições. Mas negou que tenha compartilhado o documento com a PRF ou a PF. O Estado da Bahia registrou vantagem de votos para Lula, na disputa contra Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno eleitoral.

    Como a CNN antecipou, o ex-ministro admite que esteve na Bahia dias antes do segundo turno, mas segundo ele, para visitar obras da Superintendência da PF baiana. Uma foto com Torres e outros integrantes da PF com capacetes de obra, em frente ao prédio, é apontada como prova pela defesa.

    A suspeita da investigação, no entanto, é de que a viagem tenha sido utilizada para que Torres orientasse as ações que a polícia faria no dia das eleições.

    No depoimento, o ex-ministro contou que a ideia da viagem teria partido do diretor-geral da PF na época, Márcio Nunes, afirma Anderson Torres.

    O ex-ministro negou qualquer “determinação” para atuação conjunta da PF e PRF da Bahia, nos bloqueios em rodovias, no dia das eleições.

    De acordo com relatos de seus apoiadores, o ex-ministro disse que sua única preocupação era o combate aos crimes eleitorais independentemente de candidato ou partido.