TRE preservou a soberania popular e honrou o voto de quase 2 milhões de paranaenses, diz Moro

Ações rejeitadas estavam repletas de mentiras e teses jurídicas sem o menor respaldo, segundo o senador

Douglas Porto, da CNN, São Paulo
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O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) disse que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) preservou a soberania popular e honrou o voto de quase 2 milhões de paranaenses ao rejeitar sua cassação nesta terça-feira (9).

As ações da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e do PL, que acusam Moro de abuso de poder econômico na eleição de 2022, foram rejeitadas por 5 a 2 na Corte eleitoral paranaense.

"O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, em julgamento técnico e impecável, rejeitou as ações que buscavam a cassação do mandato de senador que me foi concedido pela população paranaense. Na data de hoje, o tribunal representa um farol para a independência da magistratura frente ao poder político", afirmou Moro.

"Juízes, desde que independentes e sujeitos apenas a lei, são a garantia da liberdade. A independência da magistratura, nas palavras do grande Ruy Barbosa, patrono, aliás, do Senado Federal, constitui a alma e o nervo da liberdade. O TRE preservou a soberania popular e honrou os votos de quase 2 milhões de paranaenses", prosseguiu.

De acordo com Moro, as ações estavam "repletas de mentiras e teses jurídicas sem o menor respaldo".

O parlamentar afirmou que sua campanha seguiu estritamente as regras e que as "despesas foram todas registradas" com os adversários "as inflando artificialmente e invocaram inexistente abuso de poder econômico".

Em sua opinião, o caso não passa de "oportunismo" e retaliação contra "o combate a corrupção feito na operação Lava Jato".

O julgamento

Votaram contra a cassação:

  • Luciano Falavinha, relator
  • Cláudia Cristina Cristofani
  • Guilherme Frederico Hernandes Denz
  • Anderson Ricardo Fogaça
  • e Sigurd Roberto Bengtsson, presidente do TRE-PR

Votaram a favor da cassação:

O que acontece agora?

Após o julgamento no TRE-PR, as partes – acusação ou defesa – ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os efeitos da decisão só são aplicados depois que o TSE analisar o caso, após ser provocado por eventual recurso.

Os advogados de PT e PL já disseram à CNN que devem recorrer da decisão.

Defesas observam “votos contrários”

Em nota, o advogado Luiz Eduardo Peccinin, da federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), disse que respeita a decisão do TRE, mas pontuou que os votos contrários no caso “deixaram clara a vultuosidade da pré-campanha de Moro”. “Aguardaremos a publicação dos votos para preparar o recurso para o TSE”, afirmou.

O advogado do PL, Bruno Cristaldi, também citou os votos divergentes – “cederam excelente argumentação” – ao falar que o partido entrará com recurso.

“O TSE dificilmente validará uma decisão que abre caminho para candidatos se lançarem a um cargo com maior teto e depois registrarem candidatura a outro, de menor expressão”, pontuou, em nota.