Ao menos 3 pessoas seguem internadas após serem atingidas por raio em ato

Segundo Secretaria de Saúde do DF, estado dos pacientes é estável; vítimas foram atingidas por raio ao participarem de manifestação organizada por Nikolas Ferreira, em Brasília

Anna Júlia Lopes, da CNN, Brasília
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Ao menos três pacientes seguem internados depois de serem atingidos por um raio durante ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no último domingo (25), em Brasília. O estado de saúde das vítimas é estável.

Os três pacientes estão internados no HRAN (Hospital Regional da Asa Norte). Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o hospital atendeu 14 vítimas da queda de raio próximo à Praça do Cruzeiro, onde estava sendo realizada a manifestação.

“Deste total, três pacientes seguem internados e estáveis, um paciente foi transferido para o Hospital de Base e um paciente recebeu alta a pedido para a rede privada”, diz a secretaria em nota.

Também por meio de nota, o Hospital de Base informou que todos os quatro pacientes que precisaram ficar em observação na unidade já tiveram alta. Ao todo, 27 pessoas passaram pelo hospital.

A CNN não conseguiu confirmar o estado de saúde do paciente que teve alta para a rede privada. De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, não há registro de mortes.

Ainda durante o ato, o Corpo de Bombeiros informou que, entre os feridos pelo raio, alguns apresentaram queimaduras na mão e na região do tórax.

Além dos casos relacionados ao raio, houve registros de torções e episódios de hipertermia, atribuídos às condições climáticas. No total, 89 pessoas foram atendidas no local.

Caminhada de Nikolas Ferreira

Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e caminhou até Brasília.

Segundo ele, o objetivo da caminhada era protestar contra as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação aos condenados pelo 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios da sede dos Três Poderes, e pelo plano de golpe de Estado organizado por militares e membros da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também foi condenado.

 Apesar das fortes chuvas, o ato reuniu cerca de 18 mil pessoas em Brasília, segundo o mapeamento do Monitor do Debate Político, da USP (Universidade de São Paulo).