Tribunal Misto forma maioria para continuar com impeachment de Witzel
Colegiado é formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais

O Tribunal Especial Misto formou maioria para dar continuidade ao processo de impeachment do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). O colegiado é formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais. É necessário maioria simples, ou seis dos dez votos, para dar continuidade ao processo.
O deputado Waldeck Carneiro (PT), relator do processo, foi o primeiro a votar. Ele votou pelo recebimento integral da denúncia e pela instauração do processo por crime de responsabilidade. Também votaram pelo prosseguimento do processo os deputados Carlos Macedo (Republicanos), Chico Machado (PSD) e Alexandre Freitas (novo) e os desembargadores Fernando Foch, José Carlos Maldonado de Carvalho e Teresa de Andrade Castro Neves.
Leia e assista também
Presidente do TJ-RJ projeta para janeiro conclusão do impeachment de Witzel
PGR defende no STF que Witzel continue afastado do cargo
Witzel apresenta defesa em processo de impeachment no tribunal misto
Eles ainda votaram para que o Witzel tenha um desconto de 1/3 seu salário de governador durante o afastamento. O trâmite prevê que Witzel seja ressarcido caso seja absolvido ao fim do julgamento.
O despejo de Witzel do Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, ainda é um ponto de divergência entre os integrantes do Tribunal Misto. Waldeck Carneiro votou favoravelmente para que Witzel deixe o local. O deputado Chico Machado (PSD) e o desembargador Fernando Forch foram contra.