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    Eleições 2022

    “Triste resquício colonial”, diz Fachin sobre ataques ao sistema eleitoral

    Para o ministro, "quem sem provas, ataca esse sistema está a atacar a democracia"; Fachin participou de um seminário sobre eleições e democracia em Salvador

    Gabriela CoelhoJoão Rosada CNN , em Brasília

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, afirmou que a Justiça Eleitoral e sistema de votação formam um patrimônio imaterial valioso e que ataques direcionados ao sistema eleitoral são um “triste resquício colonial.”

    “O menoscabo a esse avanço civilizatório só pode ser compreendido como um projeto de matriz negacionista”, disse o ministro.

    “A estupefação com a engenhosidade e competência da nossa Justiça é um triste resquício colonial, uma ressonância de atraso, vocalizada por aqueles que não enxergam em nosso país a capacidade de propor as melhores soluções para os próprios problemas. A democracia é inegociável e o negacionismo eleitoral que se volta contra ela é a rigor uma vanguarda, mas a vanguarda do atraso.”.

    Segundo o ministro, existe um bloco de 28 Tribunais que se movem organicamente para disseminar informações de qualidade e ações positivas.

    “Chega de retóricas de ataques, temos uma agenda positiva, temos um calendário eleitoral que temos a cumprir. Quem responde ao ódio com o ódio pelo ódio tomado já está, já escreveu alguém”, disse.

    Fachin participou de um seminário sobre eleições e democracia em Salvador, nesta sexta-feira (5). Para o ministro, existe um sistema eletrônico de votação que é seguro, transparente e aditável.

    “Quem sem provas, ataca esse sistema está a atacar a democracia, por isso, a sociedade brasileira ergueu-se em favor e a defesa da Justiça Eleitoral. Que façamos o nosso propósito de servir o país e apresentar um resultado que seja, portanto, o resultado objeto de respeito e que indique a opção soberana do povo brasileiro pelos seus futuros governantes”, afirmou.

    Fachin disse ainda que a democracia não pode conviver com a violência, em nenhuma de suas formas, especialmente aquela voltada contra grupos vulnerabilizados.

    “Especialmente, em relação as mulheres que são a maioria do eleitorado brasileiro e é uma maioria menorizada pelas condutas culturais existentes na sociedade brasileira. Não podemos aceitar de braços cruzados, como aliás, não temos feito”, disse o ministro.

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