TSE e WhatsApp discutem medidas para evitar fake news nas eleições

Canal de denúncias de disparo em massa de mensagens será criado, assim como um assistente virtual oficial do Tribunal no aplicativo

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WhatsApp Anton no Pexels

Tiago TortellaDanilo Moliternoda CNN

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp estão discutindo novas maneiras de combater a desinformação, visando apoiar o processo eleitoral no Brasil.

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, fez uma reunião com Will Cathcart, chefe do aplicativo, nesta quinta-feira (27). A colaboração entre o Tribunal e o mensageiro acontece desde 2019.

De acordo com o comunicado, um canal de denúncias de disparos em massa de mensagens será criado, além do desenvolvimento de um assistente virtual (chatbot) oficial do TSE no WhatsApp, que vai facilitar, por exemplo, o acesso a serviços da Justiça Eleitoral, como consulta ao local de votação e informações sobre os candidatos.

Nas últimas eleições, em 2020, o WhatsApp e o Tribunal já tinham fechado parceria para evitar disparos em massa. Através de um formulário online, era possível denunciar contas para o TSE durante o período eleitoral.

O aplicativo baniu 1.042 contas à época.

Na conversa desta quinta, o WhatsApp informou que não implementará novas funcionalidades no Brasil que possam impactar de forma significativa o uso da plataforma até o fim das eleições.

Também serão feitos cursos de capacitação dos servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sobre o combate à desinformação na plataforama e mecanismos elaborados para facilitar comunicação com as autoridades.

Sobre o acordo, o ministro Barroso disse que “embora algum grau de regulação estatal seja inevitável, o modelo ideal deve partir de medidas concretas e políticas das próprias plataformas. Isso pode ser feito mediante regras claras e transparentes nos seus termos de uso e serviços, como também por meio de parcerias com os órgãos públicos, quando necessário”.

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