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    TSE “pesou mais para um lado” nas eleições de 2022, diz Flávio Bolsonaro

    Senador acusou tribunal eleitoral de ter censurado a campanha de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Pedro França/Agência Senado

    Lucas Schroederda CNN São Paulo

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na segunda-feira (8) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “pesou mais para um lado” nas eleições presidenciais de 2022. A declaração foi feita em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

    “É inegável o que aconteceu no processo eleitoral. O que o TSE fez antes, durante e depois das eleições ficou muito claro para todo mundo que ele pesou muito mais a favor de um lado do que do outro”, disse o parlamentar ao ser questionado sobre por qual motivo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não se reelegeu, apesar de sua popularidade.

    O senador acusou a campanha do ex-mandatário de ter sido censurada pelo TSE. “A gente não podia falar que o Lula tinha proximidade com ditadores. A gente foi censurado de falar um monte de coisa”, declarou.

    Flávio citou o caso das inserções de rádios, ocorrida às vésperas do primeiro turno das eleições de 2022. Na ocasião, a campanha de Bolsonaro informou que rádios teriam passado menos propaganda eleitoral do candidato à reeleição do que o devido.

    Segundo os coordenadores, Bolsonaro teria tido 154.085 inserções a menos do que Lula em rádios pelo país entre os dias 7 e 21 de outubro de 2022. Um relatório com a denúncia foi encaminhado ao TSE nos dias seguintes.

    Contudo, o presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, considerou a representação da campanha de Bolsonaro inepta e alegou que o pedido era “deduzido de maneira totalmente vaga e genérica, buscando uma tutela final, a rigor, indeterminada; sem, contudo, se fazer acompanhar das provas necessárias à demonstração do quanto alegado”.

    Ao Roda Viva, Flávio mencionou ainda a multa de R$ 22,9 milhões que o PL, partido de Bolsonaro, recebeu do TSE por litigância de má-fé após a legenda questionar o resultado das urnas eletrônicas no segundo turno do pleito presidencial.

    “Cabia a nós, partido, indicar os indícios que nós achamos que estavam burlando a equidade na competição do processo eleitoral. O que aconteceu quando nós pedimos que fosse investigado? Não só nega, como multa a gente”, relatou Flávio no Roda Viva.

    Questionado sobre o que teria levado Fábio Faria a dizer que havia se arrependido da denúncia sobre as inserções nas rádios depois da recusa do TSE, Flávio indicou que o então ministro teria ficado “com medo de bancar o que ele tinha visto”.

    “E digo mais: ele tinha sim que ter insistido, não por birra, não para bagunçar o processo, nada disso, nós queríamos só que fosse investigado. A gente não teve o direito de apresentar indícios para que o maior interessado em combater uma fraude nas eleições, o TSE, pudesse apurar para saber o que aconteceu”, complementou o congressista.

    Ação que pede cassação de Moro é “sem pé nem cabeça”, diz Flávio Bolsonaro

    Perguntado a respeito das ações apresentadas pelo PL e pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), que pedem a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil) por suposto abuso de poder econômico, Flávio reiterou que as fundamentações para os pedidos são “completamente sem pé nem cabeça”.

    “A ação não é do PL do Bolsonaro, mas do PL do Paraná, que tomou essa providência que eu acho errada. Já manifestei para nossas lideranças do estado que deveria, sim, ter desistido dessa ação ou se comprometer já de antemão após o julgamento, que está para ser encerrado no TRE-PR, de o PL não recorrer, porque acabam usando uma narrativa contra o partido inteiro por causa de uma situação específica do Paraná”, argumentou o congressista.

    “No meu ponto de vista, mais uma vez, [a ação é] errada. Ainda mais pelos fundamentos que estão sendo alegados de que ele teria abusado da pré-campanha e se beneficiado com isso, a disputa teria sido desequilibrada, isso é completamente sem pé nem cabeça. Eu acho um erro político e um erro jurídico o PL do Paraná ter entrado com essa ação”, concluiu.