TSE registra 264 ataques contra candidatos em 2020

Número é cinco vezes maior do que nas eleições de 2018

Thais Arbex, da CNN
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Dados compilados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam aumento no número de homicídios e tentativas de homicídios contra candidatos às eleições municipais deste ano. De janeiro a novembro foram registrados 100 casos. A corte identificou que o recorde  de homicídios ocorreu às vésperas do primeiro turno da eleição, no último dia 15. Foram 14 casos nos dois dias que antecederam o pleito.

A Assessoria Especial de Inteligência da corte, sob o comando do delegado Disney Rosseti, também contabilizou os crimes de ameaça e lesão corporal. Ao todo, foram 264 ataques contra os que participaram do pleito de 2020. Só durante o período da campanha eleitoral, que compreende os meses de setembro a novembro, foram 201 casos. 

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O diagnóstico foi apresentado ao presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, na semana passada e foram determinantes para que ele gravasse um vídeo para as redes sociais nesta terça-feira (24) destacando o aumento da violência por motivação política e o ataques às mulheres nas eleições de 2020.

Barroso afirmou que a "violência  e preconceito são fenômenos incompatíveis com a democracia".

O estudo, que reuniu dados levantados pelo Instituto Terra de Direitos e a Justiça Global e pelo Sistema Córtex, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também fez um comparativo com os pleitos anteriores. De acordo com o TSE, em 2018, ano da eleição presidencial, foram registrados 46 ataques contra candidatos, mesmo número de 2016, no último pleito municipal. Já em 2019, ano pré-eleitoral, foram 136 casos. 

A região Sudeste foi a que que registrou o maior número de crimes, principalmente nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, com 10 ou mais homicídios consumados ou tentados identificados pelas autoridades policiais.