Uso de máscaras em transporte público será obrigatório em São Paulo

Medida começará a valer em 4 de maio

Passageira no terminal Bandeira, em São Paulo, adere ao uso de máscara.
Passageira de ônibus no terminal Bandeira, em São Paulo, adere ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus.  • Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou um decreto que determina o uso obrigatório de máscaras de proteção no transporte público sob responsabilidade do governo estadual a partir do dia 4 de maio. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29), durante a coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. 

A medida valerá para passageiros do Metrô, da CPTM (Companhia  Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e de ônibus intermunicipais administrados pelo governo do estado. O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que também vai regulamentar o uso de máscara nos ônibus de transporte público municipal, além de táxis e aplicativos.

Doria disse esperar que a medida seja replicada em outras cidades e explicou que quem não utilizar o acessório receberá uma advertência verbal. "A advertência será verbal. Tenho certeza de que todas as pessoas atenderão", disse.

O secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, havia adiantado na segunda-feira (27) pelo Twitter, que seria obrigatório o uso de máscaras no transporte público de São Paulo. Antes, ele prometeu distribuir o item de prevenção, por sete dias, nos trens, metrôs e ônibus. Hoje, ele explicou que a medida é recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

"Estamos buscando a viabilidade para entregar máscaras a todos os passageiros do sistema do transporte público do governo de São Paulo, por sete dias, sendo que, após este período, o acesso somente será permitido por pessoas utilizando máscaras. Os que já puderem, usem máscara", escreveu. 

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O governo estadual também anunciou a compra de 3 mil respiradores, que foram comprados no exterior "dentro das regras de compras estabelecidas para este momento de emergência", disse Doria. Os insumos foram comprados da China, ao custo de R$ 550 milhões.

Doria também comentou a taxa de isolamento de 48% no estado de São Paulo e na capital, registrada na terça-feira (28). “Não é um número bom. É um número de alerta, sobretudo para a população da capital de São Paulo”, alertou  o governador.

Blitz sanitária

Motoristas na capital paulista poderão ser parados no trânsito, para receber orientações sobre a pandemia. Na "blitz sanitária", que começou na segunda-feira (27), eles podem passar por medição de temperatura, ser orientados a usar máscara e manter o isolamento social. 

A ação busca multar motoristas, mas tem o objetivo de conscientizar sobre os riscos do novo coronavírus e educar a respeito das medidas de prevenção. Na terça-feira (28), um grupo com faixas se reuniu em um semáforo na zona norte como parte da ação, como mostrou a CNN. "Se todo mundo usar máscara, ninguém vai passar", dizia um cartaz.