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    Eleições 2022

    Veja todos os 5 pedidos de direitos de resposta e a posição dos candidatos no Debate CNN

    Organização do evento acatou três requerimentos de Jair Bolsonaro (PL), um de Ciro Gomes (PDT) e um de Soraya Thronicke (União Brasil)

    Da CNN Brasil

    Durante o debate organizado por CNN Brasil, SBT, Estadão/Rádio Eldorado, Veja, Terra e NovaBrasilFM neste sábado (24), os candidatos Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Soraya Thronicke (União Brasil) tiveram pedidos de resposta acatados pela organização.

    O evento teve quatro blocos, em que os postulantes fizeram perguntas entre si e também foram indagados por jornalistas dos veículos citados acima. Além disso, houve também as considerações finais e entrevistas pré e pós-debate.

    “Olhem para o espelho primeiro e depois venham me acusar”, diz Bolsonaro

    O candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) teve o direito de resposta acatado pela organização do Debate CNN e criticou o candidato Ciro Gomes (PDT) ao ser questionado sobre corrupção.

    Bolsonaro criticou Ciro pelo fato de o pedetista ter sido vítima de um mandado de busca e apreensão de que foi alvo no ano passado.

    “Me acusam de ser corrupto, mas não dizem de onde foi tirado esse dinheiro para corrupção. Mentiras. O Ciro me acusa de corrupto. Ciro, a Polícia Federal já bateu na tua porta e do teu irmão, por ocasião de desvios lá do estádio do Castelão”.

    “Então, por favor, olhem no espelho primeiro e depois venham me acusar. Três anos e meio sem corrupção, me apontem da onde é que eu pratiquei corrupção no Brasil. O Brasil está crescendo”, disse Bolsonaro.

    “Nunca respondi por qualquer denúncia de corrupção”, diz Ciro a Bolsonaro

    O candidato Ciro Gomes (PDT) teve o direito de resposta acatado pela organização do Debate CNN e respondeu ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Após ser questionado sobre a corrupção em seu governo pelo pedetista, Bolsonaro lembrou do caso, ocorrido no ano passado, em que a Polícia Federal (PF) realizou operação na casa do ex-governador do Ceará e de seu irmão, Cid Gomes, por supostos desvios na obra da Arena Castelão.

    “Ciro, PF já bateu na sua porta e na de seu irmão por ocasião de desvios do Castelão”, disse o candidato à reeleição a Ciro Gomes.

    “Me defendo e me explico. Eu, de fato, fui vítima de uma busca e apreensão, que é uma ação meramente cautelar, não é uma acusação. Não estou denunciado, nunca respondi, em 42 anos de vida pública, por qualquer denúncia de corrupção. Essa busca e apreensão foi julgada, por unanimidade, ilegal”, iniciou o postulante.

    Ciro ainda atribuiu à ação ao delegado, que, segundo ele, é petista, ou a uma interferência do governo Bolsonaro na PF.

    “Bolsonaro, você vendeu a carteira de crédito de R$ 3,3 bilhões do Banco do Brasil por R$ 300 milhões e pouco para o BTG, aí tem. Você vendeu a Landulpho Alves por metade do preço por um fundo obscuro dos Emirados Árabes. Se vendeu pela metade de preço, alguém ganhou, e o povo brasileiro perdeu. Bolsonaro, você vendeu os gasodutos e oleodutos da Petrobras e entregou um contrato de aluguel, essa é a roubalheira mais escandalosa que eu já vi”, continuou Ciro Gomes.

    O candidato Jair Bolsonaro (PL) pediu direito de resposta.

    Bolsonaro defende feitos de seu governo

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou pedido de resposta durante a fala do ex-ministro Ciro Gomes (PDT). A banca de advogados concedeu o tempo.

    Em sua resposta, Bolsonaro exaltou os feitos de seu governo no combate à violência contra a mulher e também na economia.

    “O meu governo foi o que mais colocou machões na cadeia, defendendo mulheres que sofrem violência pelo Brasil. O meu governo foi o que mais atendeu aos pobres com o Auxílio Brasil. A nossa economia vai muito bem, e nossa preocupação com os pobres se reflete no número de empregos que vêm sendo criados no Brasil nos últimos meses” disse.

    Eu e Tebet não votamos para derrubar veto de Orçamento Secreto, diz Soraya

    A candidata Soraya Thronicke (União Brasil) negou as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que ela e a senadora Simone Tebet (MDB) não votaram a favor da derrubada do veto ao Orçamento Secreto.

    Em direito de resposta, Soraya pediu que Bolsonaro “não cutuque onça com vara curta”.

    “Todas minhas indicações do Congresso Nacional estão públicas. Você entra no meu site e vai ver a execução”, afirmou a candidata.

    “Eu desafio o senhor a mostrar e abrir todas as indicações de emendas de relator dos demais parlamentares do nosso Congresso”, concluiu.

    Bolsonaro reponde sobre uso do orçamento pelo atual governo

    O candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) teve o direito de resposta acatado pelo debate CNN e respondeu à senadora Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil). A senadora questionou o uso do orçamento pelo atual governo.

    “Orçamento secreto é corrupção do governo federal, que compra apoio do Congresso Nacional para poder se reeleger, faltando dinheiro para colocar no posto de saúde, na merenda escolar”, disse Tebet, que foi respondida pelo presidente no direito concedido.

    “As duas senadoras aqui presentes votaram para derrubar o veto do dito Orçamento Secreto. A senadora Soraya, tem matéria de quase toda a imprensa, fez uso de R$ 114 milhões do dito Orçamento Secreto. Esse orçamento é privativo do Parlamento brasileiro. Nós apenas executamos”, declarou Bolsonaro.

    “O Orçamento é privativo do parlamento, apenas executamos. Não posso indicar para fazer tal obra em tal local, quem indica é são os legisladores”, continuou.

    Já Soraya questionou sobre a compra de medicamentos.

    “Quem cortou o Orçamento da Farmácia Popular, mas manteve Viagra, quem foi que atrasou as vacinas para o povo brasileiro, mas não atrasou na prótese peniana para os seus amigos, foi o atual governo. Eu estaria ao lado dele se ele tivesse sido honesto, se ele não tivesse mentido para o povo brasileiro”, disse a candidata.

    “Quanto à compra do medicamento viagra é um medicamento de efeito colateral combater disfunção erétil usado por todos os médicos do Brasil”, respondeu Bolsonaro.

    (publicado por Tiago Tortella, da CNN)