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    Eleições 2022

    Vinte e dois candidatos têm R$ 0,01 em bens; 24 declaram mais de R$ 100 milhões

    Dos mais de 28 mil concorrentes nas eleições 2022, apenas um é bilionário, 3.482 são milionários e 110 candidatos informaram ter até R$ 10, segundo dados do TSE

    Danilo MoliternoVital Netoda CNN

    em São Paulo

    As eleições gerais de 2022 têm um único bilionário e 3.482 postulantes que declararam patrimônios milionários entre mais de 29 mil candidatos que tentam um cargo eletivo no próximo domingo (2), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na outra ponta, 110 candidatos têm bens de até R$ 10, dos quais 22 informaram possuir R$ 0,01.

    O único bilionário é o empresário Marcos Ermírio de Moraes (PSDB-GO), candidato a segundo suplente do ex-governador de Goiás Marconi Perillo, que disputa uma cadeira do Senado pelo estado. Seu patrimônio declarado é de R$ 1,2 bilhão, sendo que a maior parcela de seus bens aparece como “outras participações societárias”.

    Com carreira no setor privado, Moraes é um dos coproprietários da Votorantim S.A., empresa com atuação na indústria de cimento, papel e celulose, alumínio, energia e no agronegócio. Ele se filiou ao PSDB somente em março deste ano para disputar as eleições.

    Seu patrimônio supera o do mais rico nas eleições de 2018, Fernando de Castro Marques, que disputou um cargo no Senado pelo Solidariedade do Distrito Federal. Empresário do ramo farmacêutico, ele declarou R$ 667 milhões na época (R$ 840 milhões ajustados pela inflação).

    O advogado Irajá Lacerda (PSD-MT) havia declarado inicialmente R$ 3,9 bilhões, mas seus dados foram alterados no TSE durante o final de semana de 20 e 21 de agosto, para R$ 25 milhões.

    Os candidatos mais ricos por cargo

    O segundo candidato com maior patrimônio é o empresário Paulo Octávio (PSD), candidato ao governo do Distrito Federal. Ele declarou bens no valor de R$ 618 milhões.

    Na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados, o postulante com os bens mais valiosos é Eunício de Oliveira (MDB-CE), ex-presidente do Senado. Seus bens somam R$ 158 milhões.

    Já nas eleições para deputado estadual, o empresário Ailson Souto (PP-PA) está na dianteira. Com patrimônio de R$ 448 milhões, ele concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Pará.

    Na disputa pela Presidência da República, o mais rico é o cientista político e candidato do Novo, Felipe d’Avila, com R$ 24,6 milhões. O postulante de menor patrimônio é Léo Péricles (UP): R$ 197.

    Em todos os cargos, os mais ricos são homens. A primeira mulher a aparecer na relação dos maiores patrimônios, na nona posição, é a administradora Mônica Delgado (PMN-MG), candidata a deputada estadual por Minas Gerais. Ela declarou R$ 178 milhões.

    Discrepância entre os candidatos

    Todos os bens declarados pelos candidatos somam R$ 23 bilhões. A CNN considerou no levantamento os dados disponíveis no TSE até a sexta-feira (19). Mais de 20% deste valor total está concentrado nas mãos dos dez postulantes mais ricos, que somam R$ 4,6 milhões.

    Os patrimônios dos dez líderes do ranking, juntos, somam um montante maior do que o declarado pelos 67% “mais pobres”. Entre os mais pobres, 25 disseram não ter nenhum patrimônio.

    Já 24 candidatos declaram valores acima de R$ 100 milhões. Itens que incluem joias, objetos de arte e coleções de antiguidade correspondem a cerca de R$ 62 milhões. O valor total em aeronaves é de aproximadamente R$ 100 milhões.

    Fotos — Os senadores em fim de mandato