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    Wassef poderá acompanhar extração de dados e perícia em celulares apreendidos pela PF

    Procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

    Wassef é advogado da família Bolsonaro e foi alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, no âmbito da investigação de venda de joias do governo brasileiro no exterior
    Wassef é advogado da família Bolsonaro e foi alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, no âmbito da investigação de venda de joias do governo brasileiro no exterior Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúd

    Elijonas Maiada CNN em Brasília

    O advogado Frederick Wassef poderá acompanhar a extração e perícia de dados de dois celulares dele que foram apreendidos pela Polícia Federal (PF).

    Wassef é advogado da família Bolsonaro e foi alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, no âmbito da investigação de venda de joias do governo brasileiro no exterior.

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    A autorização para esse acompanhamento de perícia foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Cabe à Polícia Federal, segundo a decisão de Moraes, informar data e horário em que Wassef e um advogado escolhido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) poderão ir ao INC acompanhar o processo em dois aparelhos.

    A OAB informou que ainda não foi notificada pela PF sobre quando isso vai acontecer.

    Quatro celulares de Wassef foram apreendidos, mas apenas dois, segundo o advogado, são usados para trabalhar. Os aparelhos estão no Instituto Nacional de Criminalística (INC), no setor responsável por perícia.

    A CNN apurou com peritos que, com essa extração, a análise passa a ser em cima da cópia dos dados, já que o original é devolvido ao investigado.

    Em 13 de agosto, Wassef foi alvo da PF, que cumpriu mandado de buscas na casa dele, em São Paulo. Ele é apontado como participante do suposto esquema e como o responsável por recomprar um relógio da marca Rolex que foi vendido nos Estados Unidos pelo coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

    Wassef nega ter feito parte de qualquer ato ilegal.