Como surgiram os álbuns de figurinha?
Do surgimento em 1919 até o maior álbum da história das Copas, entenda a cronologia dos álbuns de figurinhas
O álbum de figurinhas da Copa do Mundo é o livro mais vendido no Brasil há diversas semanas consecutivas, totalizando dezenas de milhares de unidades comercializadas a cada semana. A febre, que faz parte da memória afetiva de gerações, tem uma história que remonta ao início do século XX.
As origens das figurinhas
Antes de existirem os álbuns, surgiram as figurinhas — e elas não chegavam nas embalagens que o público conhece hoje. Em 1919, elas eram distribuídas dentro de embalagens de bala, as chamadas balas esporte. Somente em 1934 passaram a circular figurinhas com jogadores da seleção brasileira, já com foco na Copa do Mundo.
O surgimento do álbum
A ideia do álbum propriamente dito surgiu em 1938, mas foi apenas em 1950 que o primeiro álbum da Copa do Mundo foi lançado de fato. O hiato entre 1938 e 1950 se explica pelo cancelamento de duas edições do torneio em razão da Segunda Guerra Mundial. A Copa de 1950, realizada no Brasil, transformou os álbuns em um verdadeiro fenômeno popular, mesmo com a derrota da seleção brasileira na final para o Uruguai.
A evolução ao longo das décadas
Com o passar dos anos, a febre foi crescendo. Em determinadas épocas, as pessoas chegavam a receber recompensas ao completar os álbuns, o que tornava alguns deles quase impossíveis de serem finalizados. Em 1982, as figurinhas eram vendidas junto com chicletes, os populares chiclete ping-pong, exigindo um grande consumo do produto para reunir todas as imagens necessárias.
Foi somente em 1990 que a Panini chegou ao Brasil, inicialmente em parceria com a Editora Abril, e desde então conduz sozinha essa tradição que reúne pessoas de todas as idades no país e no mundo. Para a edição atual da Copa do Mundo, o álbum é o maior já produzido na história da competição, acompanhando o crescimento do próprio torneio.


