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Quer ler mais? Selecionamos 12 títulos para você cumprir a meta em 2026

De romances a suspenses, separamos títulos para quem quer mergulhar na literatura neste novo ano

Victória Gorski, da CNN Review
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Junto à virada do ano, vêm também as tradicionais resoluções que simbolizam o início de um novo ciclo. Entre aprender um novo idioma, pegar firme na academia e resolver a vida financeira, ler mais livros está entre as metas de muitos para 2026, seja para diminuir o tempo de tela ou expandir o vocabulário.

De acordo com a 6ª edição da Retratos da Leitura no Brasil, realizada pela Câmara Brasileira do Livro, a proporção de não leitores — isto é, que não leram nenhum livro nos 12 meses de 2024 — supera a de leitores, somando 53% dos entrevistados. Isso representa uma redução de cerca de 6,7 milhões de leitores no Brasil em comparação a última edição, realizada em 2019.

Isso se dá, principalmente, pela falta de tempo em um mundo dominado pelo trabalho e pela aceleração do mundo digital. Ao menos é o que indica a pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, segundo a qual 65% da população brasileira afirma não ter tempo livre durante a semana. Já a maior parte do restante afirma gastá-lo nas redes sociais (79%), enquanto os que dedicam o ócio à leitura somam apenas 15%.

Frente a isso, o estímulo à leitura se torna essencial, por representar não apenas como uma forma de entretenimento, mas também servir de ferramenta de desconexão em contraste ao consumo rápido das redes. E isso não é benéfico apenas a seu repertório cultural, mas também pode auxiliar na memória e até mesmo na saúde mental.

Por isso, se a ideia é ler mais livros em 2026, vale apostar em títulos que conversem com seus gostos e interesses pessoais. Sejam romances, suspenses ou biografias, escolher obras alinhadas ao próprio repertório torna o hábito mais prazeroso e aumenta as chances de que a leitura se torne uma prática constante ao longo dos meses.

Para te ajudar, selecionamos 12 obras dos mais diversos gêneros para ler em 2026. Confira!

Romances e ficção sensível

Para quem é do time das comédias românticas e histórias açucaradas, um bom clichê pode ser a escolha ideal para retomar o hábito da leitura — e opção é o que não falta!

De Férias com Você, da autora estadunidense Emily Henry, é uma boa para quem é fã de adaptações, uma vez que o filme inspirado na obra estreia em janeiro na Netflix. O livro conta a história de Poppy e Alex, amigos da faculdade que planejam uma viagem conjunta anualmente, até que a tradição é quebrada por uma grande briga. É em um novo destino, após dois anos separados, que os ex-amigos encontram uma chance de se reaproximar e descobrir o novo rumo daquela relação.

Já quem prefere títulos brasileiros pode apostar em Cupidos Não se Apaixonam, de Clara Alves, que narra um romance lésbico empolgante. Chiara, uma universitária desacreditada no amor, tenta arranjar um novo romance para sua melhor amiga. No entanto, durante o papel de cupido, Chiara percebe que seu coração talvez tenha outros planos.

Em Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong, a escritora sul-coreana Hwang Bo-reum narra a trajetória de Yeongju, uma leitora ferroz de livros desde a infância que, ao se ver sem rumo, decide abrir uma livraria na cidade. Ao aprender a administrar os negócios, a jovem encontra um novo significado para a vida ao conhecer as histórias da sua clientela.

Em Terra Partida, de Clare Leslie Hall, conhecemos a história de Beth e Frank, um casal que vive no interior da Inglaterra na década de 1960. Apesar de realizados com sua vida na fazenda, o casal ainda se recupera da trágica perda de seu filho Bobby. No entanto, quando um antigo amor retorna a cidade, a vida de Beth parece virar de cabeça para baixo.

Thrillers e suspenses

Quem curte histórias de terror e mistérios pode investir em ficções mais sombrias, que abordam temas como suspenses e contos mal-assombrados.

O Jogo da Alma, do escritor espanhol Javier Castillo, apresenta a história de Miren Triggs, uma jornalista investigativa que, durante uma sessão de autógrafos, recebe a fotografia de uma adolescente amordaçada dentro de um furgão. Ao observar a margem inferior da imagem, Miren percebe que se trata de uma garota desaparecida em 2002 — um caso cujo paradeiro ela tentou desvendar dez anos antes. A obra acompanha uma investigação cruzada que conecta o desaparecimento da adolescente a um novo e intrigante mistério.

Na mesma pegada, a obra brasileira Animais Tropicais, escrita por Javier A. Contreras, acompanha Emílio e Sara, dois jornalistas que viajam a uma comunidade isolada de floricultores para investigar o desaparecimento de um colega. No entanto, após um acidente, os profissionais são obrigados a permanecer no local, onde passam a conhecer os segredos e a história da chamada Terra Luminosa.

Para os fãs de terror, o autor canadense Marcus Kliewer narra uma história de tirar o sono em Nós Já Moramos Aqui. Na trama, acompanhamos a mudança das namoradas Eve e Charlie para uma antiga casa isolada. Certa noite, o casal é surpreendido pela visita de um senhor que alega ser um ex-morador da residência e pede para apresentar o local a sua família. Ao aceitar, a dupla passa a enfrentar eventos curiosos durante a estadia daqueles desconhecidos.

Na obra de Daria Lavelle, O Gosto que Fica, conhecemos a história de Konstantin Duhovny, um homem assombrado por espíritos desde a morte de seu pai. Diferente das histórias de fantasmas tradicionais, o protagonista não vê as pessoas que se foram, mas sente o sabor de seus pratos favoritos quando eles estão presentes. Assim, Konstantin decide fazer do seu dom uma forma de ajudar no processo de luto das pessoas.

Não-ficção

Se você não faz o tipo da ficção, cabe apostar em livros históricos, sociais, livro-reportagem e até mesmo biografias de grandes figuras.

Em O Último Abraço, o jornalista Vitor Hugo Brandalise narra a história real de um casal de idosos que cometeu suicídio em 2014. Neusa havia sofrido dois AVCs e, há anos, estava internada em uma clínica para idosos; Nelson, por sua vez, havia perdido um braço e enfrentava limitações de saúde. A obra lança luz sobre o cenário da morte assistida no Brasil e provoca uma reflexão profunda sobre os limites entre sofrimento, autonomia e dignidade no fim da vida.

Já o jornalista e doutor em ciências sociais Luís Mauro Sá Martino estuda em seu novo livro, Ninguém é Perfeito, a pressão pela busca incessante pela perfeição, imposta pelos padrões estéticos e impulsionada pela lógica de consumo e pelas mídias digitais. Mesclando repertório científico, filosofias e vivências pessoais, o livro debate sobre nossa auto imagem e idealizações e como isto é lucrativo para as indústrias.

A obra Brasil: uma biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling, propõe uma releitura ampla e pouco convencional da história do país. As autoras percorrem mais de quinhentos anos de formação brasileira, indo além da chamada “grande história” para incluir o cotidiano, a cultura, as expressões artísticas, as minorias, os ciclos econômicos e os conflitos sociais. O livro revela um processo histórico marcado por embates constantes, avanços inconclusos e permanências estruturais, como a violência, a cidadania incompleta e as contradições da mestiçagem.

Em Espaço para Sonhar, David Lynch revisita sua trajetória pessoal e artística do cineasta. Construído a partir de depoimentos pessoais, de familiares, amigos e colaboradores, o livro se aproxima do formato de uma história oral e oferece um acesso raro ao processo criativo do diretor. Ao alternar capítulos assinados pela jornalista Kristine McKenna com reflexões de Lynch, a obra revela os bastidores de sua e explora o imaginário e as obsessões que moldaram seu estilo singular.

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