Protetor solar facial: dermatologista explica qual a melhor opção para o seu tipo de pele
A textura certa pode ser decisiva para manter o uso diário do protetor

Com a alta do skincare, vemos um impulso no consumo de produtos de cuidados pessoais, como séruns, tônicos e hidratantes para uma rotina completa. O que muita gente esquece, no entanto, é que o primeiro passo para uma boa pele está na proteção solar — que deve ser diária, independente da estação do ano.
De acordo com o Consenso de Fotoproteção no Brasil, elaborado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o uso do protetor solar independente da presença de sol forte, uma vez que a emissão dos raios ultravioleta (UV), principais responsáveis pelos danos à pele, acontece também em dias nublados. Além disso, a SBD orienta utilizar produtos com FPS 30+ para uma ação eficaz, evitando queimaduras, melasma e envelhecimento precoce.
Ainda assim, há quem resista à proteção solar, especialmente por conta do toque “melado” que o creme tende a deixar na pele. O que poucos sabem é que esse desconforto pode ser evitado a partir da escolha do produto adequado. Segundo a dermatologista Ana Carulina Moreno, um bom protetor solar é “aquele que protege bem, é confortável e a pessoa consegue usar todos os dias na quantidade certa”.
Nesse cenário, a médica explica que a escolha depende da necessidade de rotina de cada um. Por exemplo, enquanto um produto resistente à água e suor é ideal para quem pratica atividades físicas, as opções com cor são indicadas para quem prioriza a praticidade estética.
Além disso, a profissional destaca que a escolha da textura adequada, de acordo com o tipo de pele, é fundamental para garantir melhor adesão ao uso do protetor:
Peles oleosas e acneicas
Para peles oleosas, a especialista recomenda protetores com textura mais gelatinosa, sérum ou fluída. Além disso, vale observar se o produto é de toque seco e oil-free, que ajudam no controle da oleosidade excessiva.
Já quem sofre com peles acneicas, deve optar por produtos não comedogênicos — isto é, aqueles que não obstruem os poros, evitando o aparecimento de cravos e espinhas. Aqui, também vale procurar protetores com ativos extras, como niacinamida e sílica.




Peles secas e mista
Aqui, a lógica é contrária: quem lida com pele seca pode apostar em protetores com alta ação hidratante, como os em creme ou loção, que tende a ser mais leve e fluída. Produtos com ceramidas, glicerina e ácidos também podem ajudar.
Em casos de pele mista, o segredo está na escolha de produtos que combinem o controle da oleosidade, ainda que proporcionando uma boa hidratação. Nesse cenário, a dermatologista recomenda produtos de textura fluída e loções mais leves.




Peles sensíveis
Se você tem sensibilidade a cheiros ou fórmulas mais agressivas, a indicação é preferir por produtos minerais ou com composição específica para peles sensíveis. Além disso, vale buscar protetores sem fragrâncias e com produtos calmantes, como niacinamida e bisabolol.


O que mais considerar?
A dermatologista aponta que, ainda que o FPS 30 seja o inicial para uso diário e urbano, o ideal é preferir produtos com proteção 50+ em casos de peles muito claras ou exposição contínua ao sol.
Para evitar o fotoenvelhecimento, ou em casos de peles com muitas manchas, também orienta buscar por opções com proteção UVA alta ((PPD/FPUVA/amplo espectro na embalagem). Em casos de melasma e hiperpigmentação, as opções com cor são indispensáveis.
Em todos os casos, o recomendável é seguir a regra dos três dedos para considerar a quantidade mínima de produto e reaplicar a cada três horas. Para retoque, produtos em spray ou em pó podem ser utilizados, mas não substituem os protetores tradicionais.



