Mitos e verdades da quarentena: como evitar o contágio do coronavírus


Luana Massuella da CNN Brasil, em São Paulo
20 de março de 2020 às 06:10 | Atualizado 22 de março de 2020 às 03:34
Mulher usa máscara em Porto Alegre durante pandemia do novo coronavírus

Mulher usa máscara em Porto Alegre durante pandemia do novo coronavírus

Foto: Diego Vara - 19.mar.2020/Reuters

A recomendação do Ministério da Saúde é que pacientes que tenham casos leves de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) cumpram isolamento domiciliar. 

A estratégia visa evitar a ocupação desnecessária de leitos e é indicada tanto para casos confirmados quanto suspeitos. Integram essas classificações pessoas que apresentam febre, coriza ou tosse e que tenham ou viajado recentemente para áreas com altos níveis de infecção ou tido contato próximo com um paciente da doença nos últimos 14 dias. 

O isolamento social, no entanto, é indicado para toda a população e é importante para frear a transmissão do vírus. “Estamos em um momento que devemos evitar a curva de crescimento acentuada, quanto mais a gente retardar esse crescimento, menos consequências teremos dessa pandemia”, comenta o infectologista José Valdez Madruga, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Para se isolar socialmente de forma efetiva, as orientações são as seguintes:

• Hgienizar as mãos com água e sabão por, no mínimo, 20 segundos após tossir, espirrar ou entrar em contato com superfícies que possam ter sido tocadas por outras pessoas;

• Quando não for possível lavar as mãos, usar álcool gel com concentração mínima de 70%;

• Se a mão estiver suja, e não existir uma pia disponível, limpar primeiro a mão com um lenço umedecido e só depois usar álcool gel;

• Evitar entrar em elevadores que tenham mais de três pessoas;

• Criar o hábito de higienizar objetos que são tocados com frequência, como o telefone celular;

• Ao invés do pano tradicional de tecido, dar preferência ao uso de papel toalha ou panos descartáveis na higienização dos ambientes;

• Usar o transporte público somente em caso de extrema necessidade e dar preferência a horários alternativos.

Se você convive com pessoas que estejam no grupo de risco, há recomendações adicionais:

• Manter ambientes comuns higienizados com álcool 70% ou hipoclorito de sódio;

• Se esteve em aglomerações, evitar contato ou manter distância de, no mínimo, um metro de pessoas em grupo de risco por 14 dias.

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• O paciente com COVID-19 deve se manter totalmente isolado e evitar os espaços comuns da casa;

• Reservar um quarto e um banheiro para serem usados somente pela pessoa infectada;

• Não compartilhar copos, talheres e pratos;

• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como escovas de dente, toalhas, alicates de unha e lâminas de barbear;

• Manter os locais comuns limpos, com água e sabão ou desinfetante;

• A pessoa infectada deve fazer a higiene do ambiente em que está isolada;

• Manter as janelas da casa abertas;

Outros mitos e verdades da quarentena

Com notícias constantes sobre o vírus, é fácil se enganar por mitos sobre a prevenção da doença. Veja algumas verdades e mentiras que circulam pela internet:

• Tirar os sapatos ao chegar em casa não diminui o risco de transmissão do vírus, que é feita por gotículas de saliva;

• Não é necessário tirar a roupa e colocar em sacolas plásticas ao chegar em casa. Qualquer partícula contaminante que estiver no tecido, será eliminada na lavagem; 

• Só é necessário dormir em camas separadas ou usar banheiros diferentes caso algum morador da sua casa esteja com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença;

• Usar mangas longas não necessariamente protege mais da transmissão do vírus. O mais importante é evitar tocar o rosto quando estiver em lugares públicos; 

• Não é necessário só usar o cabelo preso ou evitar usar brincos;

• Também não é necessário higienizar as patas de seu animal de estimação depois de passear com ele.

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