Pandemia deve durar até julho no Brasil, diz secretário de Saúde de SP

De acordo com o cálculo de José Henrique Germann, a transmissão da COVID-19 dura cinco meses após o primeiro caso

Pedro Duran, da CNN, em São Paulo
27 de abril de 2020 às 14:40 | Atualizado 27 de abril de 2020 às 14:47
Centro de São Paulo vazio
Comércio fechado na 25 de março, na região central de São Paulo, após decreto de quarentena no estado 
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (24.03.2020)

O secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann, disse nesta segunda (27) que a pandemia do novo coronavírus no Brasil deve durar até julho.

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva do governador João Doria (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes. Em resposta à CNN, Germann explicou que, nas contas dele, a transmissão da doença perduraria por cinco meses após a confirmação do primeiro caso. "É isso que estamos vendo em outros lugares do mundo", disse. 

Foi em 26 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, a notificação do primeiro episódio da doença no Brasil, na cidade de São Paulo —epicentro da transmissão.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, da tarde de domingo (26), há 61.888 casos confirmados e 4.205 mortes em decorrência da COVID-19 em todo o país.

Em 11 de março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o novo coronavírus como pandemia. Dez dias depois, em 21 de março, o governador de São Paulo decretou quarentena geral no estado. A medida começou a valer na terça-feira, 24 de março.

A quarentena teve sucessivas prorrogações e, até o momento, vale até dia 10 de maio. Doria prometeu anunciar como será o plano de retomada da economia dois dias antes, na sexta-feira (8).

O governador descartou qualquer flexibilização para que o comércio funcione no feriado do Dia do Trabalho, em 1° de maio, e para as compras do Dia das Mães, previsto para 10 de maio.