Brasil registra 2ª maior velocidade global em número de mortes por Covid-19


Cecília do Lago, da CNN, em São Paulo
06 de maio de 2020 às 05:00
Mulher usa máscara para se proteger da covid-19

Brasil só perde para os Estados Unidos em relação ao ritmo de crescimento do número de mortes por covid-19

Foto: Engin Akyurt/Pexels

Desde segunda-feira (4), o Brasil tem a segunda maior velocidade de mortes por causa do novo coronavírus. Na semana passada, o país já tinha atingido a segunda posição na velocidade de infectados pela nova doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) tabulados pela universidade Johns Hopkins. Nossa taxa de mortes por dia se mantém consistentemente acima de 300 casos por dia. O recorde foi de 600 num único dia.

O Brasil tem piorado em todos os parâmetros monitorados pela CNN e está atrás, hoje, somente dos EUA nas velocidades de infecção e de mortes. O Brasil ultrapassou o Reino Unido, que tem desacelerado sua velocidade de mortes. Mas o Reino Unido já esteve acima de mil mortes por dia e, por isso, é possível dizer que os britânicos já estão na saída de sua curva epidêmica.

Apesar de ainda distante em número de casos dos EUA — epicentro atual da pandemia —, o Brasil ainda sofre de falta crônica de testes, o que é um indicativo de que a situação é mais grave do que parece. A OMS já manifestou preocupação com a situação brasileira.

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Já em relação ao número acumulado de casos, o Brasil ainda está atrás dos principais países da Europa, Rússia e Turquia, além dos Estados Unidos, no número de infectados, mas já passou países que por muito tempo estavam no topo da pandemia: China e Irã.

Mantida a atual aceleração do número de mortes, o Brasil caminha para ultrapassar a Bélgica nos próximos dias. Atualmente, 7.921 brasileiros perderam suas vidas para o Covid-19 desde o início da epidemia do novo coronavírus, que foi alavancado num surto em um mercado de animais silvestres em Wuhan, principal metrópole do centro da China.

A partir da China, a doença inédita se espalhou pelo mundo rapidamente nos últimos meses e, de forma silenciosa, desafia a medicina e a ciência, mas também economistas e líderes mundiais.