Mortes esperando teste para Covid-19 chegam ao maior número em pandemia


Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
20 de maio de 2020 às 05:00 | Atualizado 20 de maio de 2020 às 08:02
ilustração vermelha coronavírus

Ilustração vermelha do novo coronavírus

Foto: Reprodução/Pixabay

O boletim diário do Ministério da Saúde com a atualização do panorama da pandemia da Covid-19 traz um fator de preocupação para as próximas etapas da pandemia do novo coronavírus: O número de mortes em investigação chegou ao maior patamar desde que a divulgação começou a ser feita diariamente, há cerca de um mês.

De acordo com o panorama, há 3.319 mortes registradas no país que são suspeitas de relação com a Covid-19. Pelo procedimento divulgado, estas são as mortes que estão aguardando um resultado laboratorial que confirme que o paciente falecido estava infectado com o novo coronavírus.

Diariamente, desde 23 de abril, o ministério divulga um número fechado de quantas mortes foram confirmadas em um período pelas secretarias de saúde. Apenas nos dias 24 de abril e 11 de maio os dados não foram informados.

O balanço de terça-feira (19) registrou o maior número de mortes em investigação desde o início da pandemia, 1.179 mortes confirmadas, elevando o total de vítimas fatais para 17.971.

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No entanto, como os técnicos diariamente ponderam, as mortes informadas neste boletim são aquelas que foram confirmadas nas 24 horas anteriores pelas secretarias estaduais de Saúde, independentemente da data em que tenham ocorrido. Essas mortes podem ser de pacientes que já tinham o diagnóstico para Covid-19 e faleceram ou de pessoas que morreram e posteriormente as secreções corporais são levadas para análise laboratorial.

Portanto, seria possível que o número ascendente de mortes fosse um reflexo restrito aos óbitos já ocorridos mas ainda não analisados, sem que novas mortes suspeitas fossem registradas. Não foi o que aconteceu: o número mais recente é 161% maior do que o de 23 de abril, quando 1.269 mortes aguardavam análise laboratorial para o coronavírus.

O pico anterior havia sido registrado no domingo (17), quando a pasta informou que 2.450 mortes estavam sob investigação. Na segunda-feira (18), eram 2.277. O menor número foi registrado em 27 de abril, quando havia 1.136 mortes aguardando o resultado.