Após polêmica sobre dados da Covid-19, Carlos Wizard deixa o Ministério da Saúde

"Peço desculpas por qualquer ato ou declaração de minha autoria que tenha sido interpretada como desrespeito", disse o ex-conselheiro por meio de nota

Daniel Adjuto
Por Daniel Adjuto, CNN  
07 de junho de 2020 às 19:59 | Atualizado 08 de junho de 2020 às 06:36

O empresário Carlos Wizard Martins anunciou, na noite deste domingo (7), que não faz mais parte da equipe de Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde. Wizard recusou o convite para ser o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta para, segundo ele, manter o trabalho social, “solidário e independente” que faz em Roraima desde 2018. 

Ao comunicar a recusa, Wizard pediu desculpas. “Peço desculpas por qualquer ato ou declaração de minha autoria que tenha sido interpretada como desrespeito aos familiares das vítimas da Covid-19 ou profissionais de saúde que assumiram a nobre missão de salvar vidas”.  

Carlos Wizard defendeu a revisão dos números de casos confirmados e de mortos da Covid-19. Segundo o empresário, os números estariam maiores que a realidade.

Em nota, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) disse que a afirmação de Wizard era uma “tentativa autoritária, insensível, desumana e anti-ética de dar invisibilidade aos mortos pela Covid-19".

Leia a carta: 

“Informo que hoje (7/junho) deixo de atuar como Conselheiro do Ministério da Saúde, na condição pro bono. Além disso, recebi o convite para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta.

Agradeço ao ministro Eduardo Pazuello pela confiança, porém decidi não aceitar para continuar me dedicando de forma solidária e independente aos trabalhos sociais que iniciei em 2018 em Roraima.

Peço desculpas por qualquer ato ou declaração de minha autoria que tenha sido interpretada como desrespeito aos familiares das vítimas da Covid-19 ou profissionais de saúde que assumiram a nobre missão de salvar vidas.”