Saúde afirma que revisou duplicações e mantém 525 mortos em 24 horas

Em explicação, pasta afirmou que atualizou contagem no Ceará e Roraima

Paula Mariane, da CNN, em São Paulo
08 de junho de 2020 às 14:27
De acordo com a nova atualização, foram registrados 18.912 casos e 525 mortes por Covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas
Foto: Reprodução/Pixabay

Em uma nota divulgada nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde explicou a divergência nos números de casos e mortos pela Covid-19 no último domingo. Segundo a pasta, foram corrigidas duplicações nos dados divulgados. A pasta reiterou que o país registrou 18.912 casos e 525 mortes pelo novo coronavírus de sábado para domingo. O número total de pessoas infectadas no Brasil é de 691.758, com 36.455 vítimas fatais.

A pasta destacou as situações do estado de Roraima e do Ceará, que tiveram os números revisados. "Em especial, podem ser citadas a situação de Roraima, em que haviam sido publicados 762 óbitos e, após verificação do Ministério da Saúde, o número foi consolidado em 142. Outra situação corrigida foi em relação ao número de casos confirmados no Ceará, que passou de 62.303 para 64.271 após atualização", escreveu.

Na noite de domingo, cerca de uma hora depois de divulgar que o país havia registrado 1.382 mortes e 12.581 casos em 24 horas, o ministério alterou a informação, de que foram 525 mortos e 18.912 casos no período.

Nesta segunda, o Ministério da Saúde acrescentou que "vem aprimorando os meios para a divulgação" dos dados sobre o novo coronavírus no país. Além disso, o órgão anunciou uma nova plataforma de divulgação, com previsão de lançamento para esta semana. 

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Procedimento do MPF

No sábado (6), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento extrajudicial para apurar os motivos que levaram o Ministério da Saúde a excluir o número total de mortes por Covid-19 do boletim epidemiológico do país. 

Na justificativa do procedimento, o MPF destacou a transparência "como regra a ser adotada pelo poder público", e ressaltou o artigo quinto da Constituição, que assegura “o acesso à informação”. 

Em nota, o ministério da Saúde havia defendido que a divulgação os dados das últimas 24 horas permitiria "acompanhar a realidade do país neste momento e definir estratégias adequadas para o atendimento a população".