Hospital no PR já usa dexametasona em pacientes com quadro grave de Covid-19

Universidade de Oxford divulgou resultados prévios de pesquisa que demonstra eficácia do medicamento para pacientes que precisam de oxigênio suplementar

Iara Maggioni, da CNN em Curitiba
21 de junho de 2020 às 20:06

A corrida para encontrar um medicamento eficaz contra o novo coronavírus é mundial. Universidades, indústrias farmacêuticas, pesquisadores de todo planeta buscam uma resposta para pôr fim à pandemia do novo coronavírus. Na última terça-feira (16), um alívio para comunidade médica: a Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgou uma pesquisa que mostra que um corticoide, a dexametasona, se mostrou eficaz para casos mais graves de Covid 19.

O estudo analisou mais de 6 mil pacientes. Desses, 2.104 deles receberam o corticoide e 4.321 receberam todo o tratamento disponível, com exceção do medicamento que estava sendo testado. O resultado foi este: redução de mortalidade em um terço, ou 33,3%, em pacientes em ventilação mecânica e redução de mortalidade em um quinto, ou 20%, em pacientes que necessitavam de oxigênio, mas não estavam em ventilação mecânica. 

O Hospital de Clínicas do Paraná já há duas semanas faz uso de fármacos dessa classe para tratamento de pacientes com comprometimento pulmonar inflamatório decorrente da Covid-19. Com o novo estudo divulgado, os profissionais médicos estabeleceram novo protocolo na última quinta (18) que prevê o uso da dexametasona.

O estudo de Oxford ainda não foi publicado na íntegra e, por isso, há críticas de alguns profissionais de que seria prudente esperar esta etapa da pesquisa. A Sociedade Brasileira de Infectologia, no entanto, defende que o estudo é contundente, principalmente por ter analisado mais de 2 mil pacientes. Estudos com uma média de 500 pessoas já são considerados robustos pela comunidade médica.