China diz que o vírus da gripe suína não é novo e não infecta humanos facilmente


Reuters
04 de julho de 2020 às 08:44 | Atualizado 04 de julho de 2020 às 08:51
Criação de porcos

Em comunicado, ministério chinês disse que estudo sobre gripe suína G4 foi interpretado pela mídia 'de maneira exagerada e não factual'

Foto: Divulgação/ Governo federal

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China afirmou neste sábado (4) que a chamada cepa G4 do vírus da gripe suína não é nova e não infecta ou adoece humanos e animais facilmente, rejeitando um estudo publicado no início desta semana.

A pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas chineses e publicada pela revista norte-americana Procedimentos da Academia Nacional de Ciências (PNAS, em inglês), alertou que um novo vírus da gripe suína, chamado G4, se tornou mais infeccioso para humanos e poderia se tornar um vírus com "potencial de pandemia”.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura da China afirmou que o estudo foi interpretado "de maneira exagerada e não factual".

Uma análise do ministério concluiu que a amostragem do estudo publicado é muito pequena para ser representativa, enquanto o artigo carece de evidências adequadas para mostrar que o vírus G4 se tornou a cepa dominante entre os porcos.

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A pasta disse que tirou suas conclusões depois de realizar um seminário sobre o impacto do vírus G4 na indústria suína e na saúde pública. Os participantes incluíram veterinários chineses e especialistas em vírus, além dos principais autores do estudo publicado pela PNAS.

Os participantes concordaram que o vírus G4 não é novo, afirma o comunicado. Além disso, essa cepa tem sido monitorada continuamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por agências relacionadas na China desde 2011, disse o comunicado.

Adicionalmente, os autores do estudo publicado concordaram que o vírus G4 não se replica efetivamente no corpo humano e não causa doenças, de acordo com o comunicado.

A declaração do ministério foi de autoria de Yang Hanchun, cientista de doenças virais em suínos da Universidade Agrícola da China, que também desempenha o papel de especialista em um comitê antiepidêmico do ministério.