MC morre após realizar cirurgia de hidrolipo no RJ; especialista explica riscos


Da CNN
31 de julho de 2020 às 13:56

A funkeira Fernanda Rodrigues, conhecida como MC Atrevida morreu 11 dias após passar por uma hidrolipo, um procedimento cirúrgico, em uma clínica de estética na zona norte do Rio. Fernanda morreu devido a uma infecção generalizada causada por uma inflamação na pele.

A clínica onde a cantora fez o procedimento foi interditada. Wania Tavares, conhecida como a "Rainha das Plásticas" e dona do estabelecimento, é pré-candidata a vereadora no Rio. A profissional presta depoimento nesta sexta-feira (31).

À CNN, Alexandre Kataoka, diretor do departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,  alertou para os riscos do procedimento realizado por Fernanda. 

"Hidrolipo é uma lipoaspiração como qualquer outra. Ela tem que ser feita em um ambiente hospitalar, em uma clínica credenciada e autorizada pela Anvisa. É preciso ter muito cuidado e tem seus riscos. Esta clínica não tinha autorização e por isso, pode ter certeza, que se fosse o contrário, esta fatalidade poderia ter sido evitada", alertou.

Leia também:

Entenda como pessoas que não tiveram Covid-19 podem ter imunidade ao vírus

Um a cada três testes do tipo RT-PCR em SP dá positivo para Covid-19

De acordo com o médico, os interessados em realizar este procedimento devem procurar médicos e especializados e clínicas autorizadas através do site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "Nesse site tem todos os sites associado e que já tem a formação mínima para realizar estes procedimentos. A partir dele você tira todas as dúvidas. Apenas com a autorização da Anvisa, o indíviduo deve fazer o procedimento", explicou.

(Edição: Leonardo Lellis)