Conselho do Ministério da Saúde responsabiliza Bolsonaro pelas 100 mil mortes


Natália André Da CNN, em Brasília
08 de agosto de 2020 às 14:07 | Atualizado 08 de agosto de 2020 às 15:15

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), braço do Ministério da Saúde, vem sendo cada dia mais crítico ao presidente Jair Bolsonaro e a própria pasta. Neste sábado (8), dia em que o Brasil completou 100 mil mortes pelo novo coronavírus, o presidente do CNS, Fernando Pigatto, responsabiliza o governante.

"Todas as vidas importam. Nós não podemos deixar de registrar este triste momento da história do nosso país, fruto da irresponsabilidade criminosa e genocida do presidente da República e seus seguidores", afirmou em vídeo divulgado à imprensa.

O presidente da entidade ainda diz que o conselho continuará com a sua missão de salvar vidas. "Forte 'abraSUS' a todos e todas amigos e familiares de pessoas que perderam suas vidas. Por elas, continuaremos lutando", concluiu.

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Quando Jair Bolsonaro sugeriu aos seus apoiadores que entrassem nos hospitais gravando vídeos para fiscalizarem a situação do gasto do dinheiro público, o CNS falou que isso era irresponsável e instigava pessoas a invadirem estruturas que já estavam deficientes por causa do novo coronavírus.

Além disso, o CNS também já declarou que a nova gestão da Saúde, de general Eduardo Pazuello, é uma "desordem" e que o governo federal deveria se apressar com a execução orçamentária da Saúde. Um dos últimos apontamentos negativos do Conselho é sobre os riscos do uso da cloroquina.