O que sabemos sobre a vacina da Rússia até agora

Rússia não liberou nenhum dado cientifico sobre os testes, e a CNN não conseguiu verificar a alegada segurança e eficácia da vacina

Da CNN
11 de agosto de 2020 às 12:35 | Atualizado 11 de agosto de 2020 às 18:01
Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira (11) a aprovação de uma vacina para o novo coronavírus. Putin alegou ser a primeira vacina do mundo, mas há uma preocupação contínua e perguntas não respondidas sobre sua segurança e eficácia.

Confira a seguir o que você precisa saber sobre a vacina russa:

Não há fase 3 ou dados: Desenvolvida pelo Instituto Galameya, baseado em Moscou, a vacina foi nomeada Sputnik-V. Ela ainda precisa ainda passar pela fase 3 de ensaios clínicos, momento em que seria testada em número maior de pessoas, em milhares de pessoas.

A Rússia não liberou nenhum dado cientifico sobre os testes, e a CNN não conseguiu verificar a alegada segurança e eficácia da vacina.

Putin diz que uma de suas filhas já tomou a vacina: O presidente afirmou que sua filha teve uma leve febre após cada uma das duas doses que tomou, mas agora "ela se sente bem".

Especialistas afirmam que não tomariam: O médico especialista da CNN, Dr. Sanjay Gupta, afirmou: "É claro que eu não tomaria essa vacina".

O Dr. Scott Gottlieb, ex-chefe da FDA, disse que "não gostaria de tomar, e certamente não tomaria fora de um ensaio clínico".

Linha do tempo da vacina russa
Foto: Arte CNN

Sobre a demais vacinas:

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 25 projetos de vacina no estágio de ensaios clínicos, e outros 139 candidatos de vacina em ensaios pré-clínicos.

As vacinas em estágio mais avançado acompanhadas continuamente pela CNN são a desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, e a da empresa Moderna e Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA.

Ambas demonstraram resultados promissores e estão na fase 3 dos testes.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler a versão original em inglês)