Brasil decide até 18 de setembro adesão ao plano Covax de acesso a vacinas


Anthony Boadle, Reuters
10 de setembro de 2020 às 21:52 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 22:51

O Brasil ainda avalia se vai ingressar no plano internacional de alocação de vacinas contra Covid-19 coliderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) Covax Facility, segundo o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, nesta quinta-feira (10). A decisão de ingressar na Covax caberá ao presidente Jair Bolsonaro. O prazo final é 18 de setembro.

Em videoconferência de uma reunião da ACT, Pazuello disse que a decisão ainda está sendo considerada a aliança global para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo aos testes, tratamentos e vacinas da Covid-19.

Leia também:

Vacina da Covaxx será testada no Brasil; busca por voluntários começa neste ano

Falar suavemente dissemina menos partículas de coronavírus, dizem pesquisadores

“Se optarmos pela adesão, o Brasil pode ser o maior contribuinte”, disse o ministro interino.

O Brasil está disponibilizando sua “robusta capacidade de produção de vacinas” e sua experiência com acesso universal aos serviços de saúde e vacinação de toda a população, disse.

Uma parte do ACT, sigla em inglês de Access to Covid-19 Tools Accelerator), é o Covax Facility, que visa ajudar a comprar e distribuir de forma justa as vacinas quando estiverem disponíveis.

Mais de 70 nações já se comprometeram a aderir, concordando em adquirir vacinas da Covid-19 por meio do Covax para suas populações. Os Estados Unidos disseram na semana passada que não irão aderir, porque o governo Trump se opõe ao envolvimento da OMS.

O objetivo do Covax é adquirir e entregar 2 bilhões de doses de vacinas aprovadas até o final de 2021. A iniciativa tem nove vacinas candidatas em seu portfólio, que empregam uma gama de diferentes tecnologias e abordagens científicas.