Saúde fecha acordo com SP para reforço tecnológico do Instituto Butantan

Dinheiro será liberado na medida em que estudos avançarem, relatou Jean Gorinchteyn

Natália André e Tainá Falcão, da CNN, em Brasília e São Paulo
23 de setembro de 2020 às 14:00 | Atualizado 23 de setembro de 2020 às 20:49
 

O governo de São Paulo e o Ministério da Saúde firmaram um acordo para a liberação de recursos para o reforço tecnológico das estruturas para a produção da Coronavac. Confirmando a informação adiantada pela reportagem da CNN, o governador João Doria (PSDB) anunciou que inicialmente foram liberados R$ 80 milhões do Ministério da Saúde para o Insituto Butantan, parceiro do laboratório Sinovac no desenvolvimento do imunizante.

De acordo com a equipe do ministro Eduardo Pazuello, por enquanto foi assinada uma carta de intenções de uma ajuda ainda maior do que a normal aos cerca de sete convênios com o Instituto, que produz 75% das vacinas brasileiras. De acordo com a pasta, essa ajuda vai permitir o aumento da capacidade do Butantan para a produção de todas as vacinas e, claro, da Coronavac também.

No mês de agosto, parte da equipe do ministério foi até o Instituto Butantan, destacado para a produção da vacina no Brasil, em São Paulo, e membros do governo de João Doria foram a Brasília para conversar com o ministro Eduardo Pazuello e pedir dinheiro. Na época, o valor chegou a R$ 1,9 bilhão, o mesmo destinado para a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

Na saída do prédio da Saúde após reunião com Pazuello mais cedo, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que não houve valor definido em relação à compra das vacinas, e que o encontro foi para agradecer e prospectar. “Hoje, foi uma visita para um abraço de amigo. O diálogo tem sido ótimo. Cordial”, explicou.

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Outra novidade foi a mudança de intenções. Agora, não serão mais 120 milhões de doses até julho de 2021, mas, sim, 100 milhões até maio do próximo ano.

“A proposta é bem parecida com da outra grande aposta do governo federal, da vacina de Oxford. Afinal, não há competição. Quanto mais vacinas, melhor”, afirmou o secretário que, antes de voltar a São Paulo, ainda se encontra com o líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros. Pazuello também se reúne com Barros mais tarde.

Ainda em 2020, portanto, são esperadas 30 milhões de doses da vacina de Oxford e 46 milhões da chinesa. Somando, assim, 76 milhões para um pouco mais de 38 milhões de brasileiros, já que os dois imunizantes têm os resultados ampliados com a aplicação da dose dupla.

“O governo está muito confiante nessas duas. E, neste primeiro momento, o foco é no Brasil. Mesmo com o país sendo um grande exportador de vacinas”, concluiu Gorinchteyn. Essa reunião não constava nas agendas de nenhum dos dois.