Anvisa atrasa autorização de importação de insumos para Coronavac, diz Butantan


Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
22 de outubro de 2020 às 19:19 | Atualizado 22 de outubro de 2020 às 19:42


 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está retardando a autorização para a importação de matéria-prima do laboratório chinês Sinovac. Esse insumo é o que permitirá a fabricação da Coronavac se aprovada pela agência.

Covas afirma ter enviado um pedido no dia 23 de setembro, e que, hoje, soube que o assunto só será tratado em 11 de novembro. O Butantan planeja receber em outubro 6 milhões de doses prontas e pretende fabricar mais 40 milhões de doses até dezembro.

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Em nota, a Anvisa afirma que, “devido ao período de transição da composição da diretoria colegiada da agência, a decisão sobre o pedido de importação foi colocada em Circuito Deliberativo”. “Este tipo de votação deve apresentar decisão em no máximo 5 dias úteis. Desta forma, a decisão não depende da realização de reunião presencial de Diretoria Colegiada.”

O órgão diz que, mesmo que o pedido de importação seja autorizado, a vacina não pode ser aplicada na população, “tendo em vista que a Coronavac não possui registro sanitário no Brasil”.  “A Anvisa reafirma o compromisso de trabalhar de forma técnica e com a missão de proteger a saúde da população brasileira”, completa.