Ministério da Saúde e Pfizer discutem compra de vacinas semana que vem

Já está marcada para a próxima terça-feira (17) uma reunião com representantes da farmacêutica para iniciar as negociações para uma futura compra do imunizante

Rudá Moreira, da CNN, em Brasília
12 de novembro de 2020 às 20:18 | Atualizado 12 de novembro de 2020 às 21:03


 

A compra pelo governo federal de doses da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pela empresa Pfizer será discutida em Brasília na semana que vem.

De acordo com uma fonte da CNN, já está marcada para a próxima terça-feira (17) uma reunião, no Ministério da Saúde, com representantes da farmacêutica para iniciar as negociações para uma futura compra do imunizante.

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Preço da vacina

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (12), a farmacêutica afirmou que países mais pobres vão pagar um preço mais baixo por dose da potencial vacina anti-Covid, que desenvolve em parceria com a BioNTech.

"Trabalhamos com uma abordagem de preços diferenciados, o que ajuda a garantir a equidade de modo que todos os países possam ter acesso à nossa vacina contra a COVID-19. Os países com a menor capacidade de pagar pela vacina pagarão um preço mais baixo, de acordo com os recursos de seu governo, enquanto os países que podem pagar mais deverão fazê-lo", diz a empresa por meio de nota.

90% de eficácia

A Pfizer disse na última segunda-feira (9) que a vacina experimental contra a Covid-19 mostrou ter 90% de eficácia na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo.

O estudo preliminar analisou os primeiros 94 casos confirmados de Covid-19 entre os mais de 43 mil voluntários que receberam duas doses da vacina ou um placebo.

Segundo a farmacêutica, menos de 10% das infecções ocorreram em participantes que receberam a vacina. Mais de 90% dos casos ocorreram com pessoas que receberam placebo.

A Pfizer e a parceira no desenvolvimento do imunizante, a alemã BioNTech, são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o coronavírus.

As empresas disseram que, até o momento, não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos neste mês.

Se obtiver a autorização, o número de doses da vacina será limitado inicialmente. Uma das questões pendentes é por quanto tempo a vacina fornecerá proteção.

No entanto, a notícia divulgada dá esperanças de que outras vacinas em desenvolvimento contra o novo coronavírus também possam se mostrar eficazes.

A Pfizer disse que a vacina proporcionou proteção sete dias após a segunda dose e 28 dias após a dose inicial da vacina. O ensaio de Fase 3 envolveu 43.538 participantes desde 27 de julho.

Até domingo (9), 38.955 dos voluntários receberam a segunda dose da vacina. A empresa diz que 42% dos locais de teste internacionais e 30% dos locais de teste nos EUA envolvem voluntários de origens racial e étnica diversas.

"Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade", disse Albert Bourla, presidente-executivo e chairman da Pfizer, em comunicado.

"Estamos atingindo este marco crucial em nosso programa de desenvolvimento de vacina em um momento em que o mundo mais precisa, com as taxas de infecção atingindo novos recordes, hospitais ficando superlotados e economias sofrendo para reabrir."

 

Ilustração da potencial vacina contra Covid-19 da farmacêutica Pfizer
Foto: Dado Ruvic/Reuters (30.out.2020)