Pazuello afirma que toda vacina aprovada pela Anvisa será comprada pelo governo

Ministro da Saúde fez pronunciamento após reunião virtual com governadores de estado e garantiu

da CNN, em São Paulo
08 de dezembro de 2020 às 18:57


O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, fez um pronunciamento no final da tarde desta terça-feira (8), após uma reunião virtual com governadores de estados brasileiros, sobre o programa de imunização contra o novo coronavírus no país. 

Segundo ele, qualquer qualquer vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa) será comprada pelo governo federal e distribuída para toda a população que desejar ser vacinada.

"Tenham certeza que é um compromisso do governo federal vacinar todos os que precisam ser imunizados e aqueles que desejarem", afirmou.

Assista e leia também:

Eficácia de vacina de Oxford não é confirmada para pessoas com mais de 55 anos

Qual a eficácia das principais vacinas contra a Covid-19?

Reunião com governadores tem tensão entre Doria e Pazuello

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: CNN (08.dez.2020)

Segundo o ministro, atualmente o Brasil tem mais de 300 milhões de doses de vacinas garantidas esperando aprovação da Anvisa e "qualquer vacina aprovada e certificada pela Anvisa será comprada pelo governo federal e distribuída para toda a população que desejar ser vacinada".

Reunião teve clima tenso

A reunião desta terça-feira entre o ministro e governadores teve momentos de tensão. Durante o encontro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), cobrou o ministro sobre a compra da Coronavac: afinal, o governo iria honrar o anúncio feito anteriormente de comprar 46 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a Sinovac? Pazuello disse que não especificamente com o Butantan, mas com "todas as vacinas que tiverem registro".

O governador João Doria (PSDB) interveio e citou investimentos do governo em vacinas que não foram aprovadas ainda pela Anvisa. O tucano ainda disse que havia motivação "de ordem ideológica, de ordem política, ou de falta de interesse em disponibilizar mais vacinas".

Pazuello argumentou que o governo não comprou vacinas, mas entrou num consórcio para investir na fase fase de desenvolvimento, por exemplo. Doria insistiu se o Ministério da Saúde iria ou não comprar a Coronavac.

Pazuello rebateu: "Quando o Butantan estiver com a vacina registrada, o governo avaliará a demanda. E se houver, irá comprar". Ainda alfinetou: "A vacina é do Butantan e não do estado de São Paulo."

(Publicado por Daniel Fernandes)