Após embate com Pazuello, Doria escala técnicos para falar sobre vacina

Outros gestores querem "ver para crer" em mudança de tom

da CNN, em São Paulo
09 de dezembro de 2020 às 16:26


Em entrevista exclusiva à CNN nesta quarta-feira (9), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que no caso de um pedido de uso emergencial de uma vacina contra a Covid-19 – situação que um imunizante é liberado sem o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) –, a vacinação no Brasil pode começar no final do mês

E como os governadores dos principais estados brasileiros reagiram ao novo tom do ministro? As informações são da âncora da CNN Daniela Lima e dos analistas Renata Agostini e Iuri Pitta.

Até o momento, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que se envolveu publicamente num bate-boca com Pazuello, decidiu sair de cena. Ele afirmou que não comentaria o novo plano e delegou a missão de falar sobre o assunto aos técnicos do governo. 

Isso sinaliza que a ciumeira expressa em críticas de diversos governadores nesta terça-feira (8), que acusaram Doria de jogar sozinho para pressionar o governo Bolsonaro a mudar seu discurso sobre a vacina, fez o governador de São Paulo recuar para acalmar possíveis aliados na disputa pela Presidência em 2022.

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Foto: CNN Brasil (21.out.2020)

A posição do governador do Bahia, Rui Costa (PT), ainda é de desconfiança com relação à mudança de tom de Pazuello.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acredita também que a declaração do ministro não tranquiliza.

Para Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, é ótimo que o Ministério queira vacinar as pessoas o quanto antes e comprar todos os imunizantes disponíveis, mas desde que isso se converta em realidade.

(Publicado por Sinara Peixoto)