Pazuello: 'Vacinação da Pfizer pode começar em dezembro ou janeiro'


da CNN, em São Paulo
09 de dezembro de 2020 às 11:14 | Atualizado 09 de dezembro de 2020 às 13:45
 

Em entrevista exclusiva à CNN nesta quarta-feira (9), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação contra Covid-19 no Brasil com o imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech pode começar entre dezembro e janeiro.

"Se a Pfizer conseguir a autorização emergencial e nos adiantar alguma entrega, isso [o início da vacinação] pode acontecer no final de dezembro ou em janeiro", afirmou. "Isso em quantidades pequenas, de uso emergencial". 

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"Estamos fechando o memorando de entendimento com a Pfizer. É a vacina que está mais adiantada, mas mesmo ela ainda não tem registro", afirmou.

O ministro não descartou que isso aconteça também com as candidatas da AstraZeneca/Oxford ou do Instituto Butantan. No entanto, esse prazo valeria apenas no caso de uma autorização emergencial.

Para obtenção do registro, dependeria do desenvolvimento e da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesse caso, a aplicação poderia acontecer já entre janeiro e fevereiro, disse Pazuello. 

Pazuello garantiu que, se a Coronavac receber o aval da agência reguladora, ela será usada no plano de imunização. "A vacina que estiver registrada na Anvisa e garantida sua eficácia e segurança será comprada e distribuída para todos os brasileiros", afirmou.


Pazuello também cedeu ao âncora da CNN Kenzô Machida o plano de operacionalização da vacina contra Covid-19 no Brasil, que foi finalizado nesta quarta. Segundo ele, é um documento de 95 páginas que detalha a distribuição da imununização. 

"[O plano] já tem tudo o que interessa para manter o Brasil imune do coronavírus de forma nacional. Nosso país jamais será dividido", disse.

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O ministro disse que a vacinação será incluída no Programa Nacional de Imunização e usará a mesma logística já operacionalizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

"O SUS trabalha de forma tripartite, com estados e municípios, e cada um já tem sua função dentro desse programa", disse. 

Ele detalhou que o governo federal distribuirá as doses, por via aérea e rodoviária, até os estados.

Então, será responsabilidade estadual distribuir entre as cidades e os municípios executariam, efetivamente, a vacinação. 

"O plano, em tese, envolve três níveis de governo e isso faz com que a velocidade das ações seja a mais rápida possível", afirmou. 

O ministro também afirmou que não deve haver ação individualizada de vacinação nos estados.

"O governo federal, o SUS, é o responsável pelo PNI. Não haverá ação individualizada em estados. Isso nos enfraquece", disse.

"Nós vamos trabalhar para que isso não aconteça. De que forma? Oferecendo a vacina, garantindo que a vacina chegue e governadores/prefeitos tenham essa segurança. Não é por imposição, é por garantia", completou.