Pazuello promete vacinação 5 dias após aval da Anvisa e estoque disponível

Ministro da Saúde afirmou ao Supremo, em manifestação enviada nesta terça (15), que só poderá definir início da imunização após ter vacina aprovada

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília
15 de dezembro de 2020 às 16:44 | Atualizado 15 de dezembro de 2020 às 18:59



O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), que o governo distribuirá as vacinas contra a Covid-19 em até cinco dias após algum imunizante conseguir registro ou autorização da Anvisa e ficar disponível em estoque.

Pazuello fez a afirmação em resposta ao ministro do STF Ricardo Lewandowski, que o intimou a informar em até 48 horas a data de início da vacinação contra o novo coronavírus. O ministro argumentou que não há o pré-requisito para o início de uma imunização, que é a aprovação de uma vacina pela Anvisa.

Ministro Eduardo Pazuello

Foto: Adriano Machado / Reuters

"Por fim, é importante lembrar que, até o presente momento, ainda não há vacina disponível para uso imediato no mercado brasileiro, o que, por evidente, é condição para disponibilização da vacina", escreveu Pazuello.

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Ele informou a Lewandowski que há quatro projetos de vacinas na Fase 3 de testes, que são os promovidos por AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Pfizer. "Ao que consta, nenhuma delas solicitou registro ou autorização para uso emergencial até a presente data no país", afirma.

O ministro Eduardo Pazuello diz ao STF que a estimativa do Ministério da Saúde é a de que, depois de iniciado, o Plano de Imunização leve doze meses para vacinar a população em geral, mas pondera que isso "dependerá, concomitantemente, do quantitativo de imunobiológico disponibilizado para uso".

Plano de Imunização

O Plano Nacional de Imunização foi entregue ao STF no último sábado, dia 12 de dezembro

A manifestação da AGU (Advocacia-Geral da União) aconteceu no âmbito de duas ações em que a oposição pediu ao tribunal que obrigasse o presidente Jair Bolsonaro a apresentar um plano de aquisição de vacinas que contemple todas as alternativas viáveis e que adotasse todos os procedimentos administrativos indispensáveis para a compra do imunizante contra a Covid-19. 

De acordo com os dados do documento, o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 foi finalizado na última quinta-feira (19).

O Ministério da Saúde destaca que “está fazendo prospecção de todas as vacinas” e lista 13 imunizantes que podem ser adquiridos pelo governo brasileiro, entre elas a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

De acordo com o ministério, serão necessárias 108 milhões de doses para a primeira fase de vacinação prioritária, que inclui trabalhadores da saúde e idosos.