Em memorando, ministério pede dados ao Butantan antes de acerto sobre vacina

A CNN teve acesso ao memorando de entendimento que foi encaminhado pelo Ministério da Saúde ao Instituto Butantan

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
16 de dezembro de 2020 às 19:35 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 19:56

 

A CNN teve acesso ao memorando de entendimento que foi encaminhado pelo Ministério da Saúde ao Instituto Butantan. Ele mostra que, muito embora tenha havido o entendimento, principalmente pelos governadores que participaram da reunião com o ministro Eduardo Pazuello, de que o governo brasileiro vai adquirir a Coronavac, no papel a compra ainda não está definida.

O memorando assinado pelo secretário-executivo Elcio Franco encaminhado ao diretor-geral do Butantan, Dimas Covas, pede uma série de informações e, somente após concedidas, a negociação irá avançar.

Leia também:

Após críticas, Saúde amplia grupo prioritário e tira nomes de técnicos do plano

Pazuello descarta termo de responsabilidade para vacina registrada na Anvisa

Mutações já detectadas não alteram eficácia de vacinas contra Covid-19

“Não obstante a prévia manifestação do Ministério da Saúde no Ofício nº 1296/2020/DATDOF/CGGM/GM/MS, de 19 de outubro de 2020 (0017239205), insta destacar o tempo decorrido desde a apresentação da proposta desse Instituto, razão pela qual solicito a atualização dos referidos termos e condições, especialmente no que se refere ao número de doses ofertadas, valor por dose em reais, status de submissão junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e cronograma de entregas das doses”, diz trecho do documento.

O ministério também é taxativo em dizer que o memorando não tem caráter vinculante a um acerto final entre ambos. 

Destaques do CNN Brasil Business:

Câmara aprova base do Orçamento 2021 com rombo de R$ 247 bi e mínimo de R$ 1.088

Maia diz que tentará votar texto do governo da reforma tributária semana que vem

Motoristas britânicos processam Uber na Holanda por uso de dados

“Registra-se que a presente manifestação de interesse na aquisição da vacina contra o coronavírus não possui caráter vinculante e refere-se às doses produzidas na planta fabril do Instituto Butantan, localizada em território nacional, no intento do fortalecimento do complexo industrial público nacional em saúde. Adicionalmente, está condicionada ao devido registro sanitário da vacina ou eventual autorização temporária de uso emergencial concedido pela Anvisa”, diz o texto.

Confira abaixo o documento:

Documento assinado pelo secretário do Ministério da Saúde Antônio Élcio Franco
Foto: Reprodução