Farmacêuticas sugerem ao governo fundo para bancar ações judiciais contra vacina


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
16 de dezembro de 2020 às 11:12 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 11:24

 

Laboratórios farmacêuticos têm sugerido ao governo brasileiro a criação de um fundo para bancar custos com eventuais ações judiciais decorrentes de reações adversas das vacinas contra a Covid-19.

As farmacêuticas também pretendem deixar claro, em cláusulas nos contratos com o governo, que não conhecem todos os riscos a longo prazo e que não serão responsáveis por reações adversas.

Há uma preocupação tanto das empresas quanto do Palácio do Planalto com possíveis questionamentos judiciais por parte da população que tomar a vacina e tiver alguma reação.

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É nesse contexto que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem reforçado que a vacinação no Brasil não será obrigatória e defendido que o paciente assine um termo de responsabilidade dizendo estar ciente dos riscos.

A ideia do Planalto é fazer uma “comunicação clara” sobre a vacinação, expondo à população tudo o que se sabe e não se sabe em relação aos riscos e reações adversas dos imunizantes.

O governo, porém, é reticente à criação de um fundo. Auxiliares de Bolsonaro ponderam que isso demandaria a aprovação de uma PEC pelo Congresso e recursos da União em meio a um cenário fiscal ruim.