Turquia diz que eficácia da Coronavac da China é de 91,25% e taxa deve aumentar


Da Reuters
24 de dezembro de 2020 às 14:36 | Atualizado 24 de dezembro de 2020 às 15:51

 

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech tem 91,25% de eficácia e é provável que a taxa aumente com base em dados de testes em estágio avançado, disseram pesquisadores turcos nesta quinta-feira, quando o país se torna o segundo local de teste a produzir resultados para a candidata chinesa.

Os pesquisadores, parte do conselho científico do governo, afirmaram que nenhum sintoma importante foi detectado durante os testes da Coronavac na Turquia, exceto por uma pessoa que teve reação alérgica.

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Coronavac
Coronavac, vacina contra a Covid-19
Foto: Governo de SP/Divulgação


 A Turquia concordou em adquirir 50 milhões de doses da CoronaVac em 11 de dezembro, mas o embarque foi adiado.

O ministro da Saúde, Fahrettin Koca, disse que as vacinas chegarão à Turquia na segunda-feira, acrescentando que o país irá vacinar cerca de 9 milhões de pessoas do primeiro grupo, começando pelos profissionais de saúde.

No Brasil, o Instituto Butantan informou na quarta-feira (23) que a vacina contra o coronavírus Coronavac atingiu um nível de eficácia superior a 50% nos testes clínicos, acima do mínimo necessário para que seja solicitado o registro junto à Anvisa, mas o aguardado anúncio do percentual exato de eficiência foi adiado pela terceira vez.

Em nota, nesta quinta (24), o Butantan disse que não comenta informações de contratos da Sinovac com outros países. Leia a íntegra:

"O Instituto Butantan não comenta  informações relativas a contratos da Sinovac com outros países. O Butantan atendeu a um pedido da biofarmacêutica visando à unificação de dados de eficácia da vacina.
Nos testes clínicos realizados no Brasil com 13 mil voluntários, a vacina já se mostrou extremamente segura e em patamar de eficácia acima do indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Trata-se de um grande avanço, porque, pelos resultados obtidos até agora, a vacinação em massa por meio do imunizante já garantiria expressivas reduções no número de internações por complicações relativas ao coronavírus."