Brasil registra mais de mil mortes por Covid-19 pelo terceiro dia seguido

É a primeira vez em mais de quatro meses que isso acontece -- a última sequência desse tipo data do dia 21 de agosto.

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
31 de dezembro de 2020 às 18:11 | Atualizado 31 de dezembro de 2020 às 18:24
Paciente internado em hospital de São Paulo
Foto: CNN (23.set.2020)

Pelo terceiro dia consecutivo, o Brasil registrou nesta quinta-feira (31) mais de 1.000 novas mortes por Covid-19 confirmadas no país. É a primeira vez em mais de quatro meses que isso acontece -- a última sequência desse tipo data do dia 21 de agosto.

Nas últimas 24 horas, segundo o boletim do Ministério da Saúde, foram registradas a morte de 1.074 pessoas que haviam contraído o novo coronavírus. No total, o Brasil registra 194.949 mortes em razão da pandemia da Covid-19.

Os novos casos confirmados no país são 56.773, o que eleva o total para 7.675.973 pessoas.

De acordo com as estimativas do governo federal, são 6.747.065 recuperados e 733.959 casos em acompanhamento.

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Nesta quinta-feira, pesquisadores do laboratório Dasa anunciaram terem identificado dois pacientes com o novo coronavírus da cepa B117, a mesma que surgiu no Reino Unido e está sendo inicialmente avaliada como mais contagiosa do que a que já circulava no Brasil.

Em entrevista à CNN, o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorintcheyn, afirmou que as amostras passarão ainda por novos testes antes de ser oficializada a chegada dessa nova cepa, identificada já em 18 outros países, ao Brasil.

Na última semana, três produtoras de vacinas indicaram que devem pedir nos próximos dias para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para o uso emergencial de seus imunizantes contra a Covid-19.

São elas a AstraZeneca, que desenvolve vacina em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Pfizer/BioNTech e a União Química, empresa brasileira que representa no país a vacina russa Sputnik V.

Também há a expectativa para a divulgação dos resultados dos estudos clínicos da Coronavac, a vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Divulgada a eficácia da Coronavac, o Butantan também deve pedir a autorização de uso emergencial e o registro da vacina.