Governo aposta em vacina de Oxford para uso emergencial

Fiocruz vai se reunir com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira (4) para tratar sobre a vacina de Oxford

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
04 de janeiro de 2021 às 08:00 | Atualizado 04 de janeiro de 2021 às 12:27


A cúpula do Ministério da Saúde acredita que nesta segunda-feira (4) haverá o primeiro pedido de uso emergencial de vacina contra o coronavírus, sendo a vacina produzida pela Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

A Fiocruz vai se reunir com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), às 10 horas, desta segunda.

Entre os integrantes do ministério, ouvidos pela CNN, esta reunião é vista como um grande passo para garantir o início da vacinação neste mês.

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Fiocruz produzirá vacina em parceria com a Universidade de Oxford
Fiocruz produzirá vacina em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca
Foto: Cadu Rolim/FotoArena/Estadão Conteúdo

A partir do pedido, a Anvisa pretende dar uma resposta em até 10 dias. Na semana passada, a agência autorizou a importação de 2 milhões de doses de vacinas pela Fiocruz. Essa liberação foi em caráter excepcional já que ainda não existe autorização para começar a usar.

Cada pessoa precisa receber duas doses da vacina para alcançar a imunização.

O governo pretende usar toda carga da importação já em janeiro.

Em nota, a Fiocruz confirmou neste domingo que fará o pedido nesta semana. A Fiocruz irá adquirir as vacinas prontas do Instituto Serum, da Índia, um dos centros de produção da vacina. "A estratégia é contribuir com o início da vacinação, ainda em janeiro, com as doses importadas, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, e, ao mesmo tempo, dar início à produção, conforme cronograma já amplamente divulgado", afirmou.

O pedido de registro definitivo está mantido para 15 de janeiro. Até julho de 2021, a instituição afirma que entregará 110 milhões de doses ao PNI.

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"Com a incorporação da tecnologia concluída, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021. Dessa forma, a Fiocruz reafirma seu compromisso com a saúde pública e com o Sistema Único de Saúde (SUS)", afirmou.