Laboratório sobre Sputnik V: Brasil é prioridade, mas quem dita ritmo é Anvisa

Representantes da União Química, responsável pela produção da vacina russa no Brasil, vai iniciar produção para vender para outros países

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
11 de janeiro de 2021 às 08:27 | Atualizado 11 de janeiro de 2021 às 08:58
Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química
Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química
Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

Representantes da União Química, laboratório que produzirá a vacina Sputnik V no Brasil, estão a caminho da Rússia para tratar de procedimentos industriais, a chamada transferência tecnológica, que é aprender a fazer a vacina no Brasil, mas, em um primeiro momento, para imunizar argentinos, bolivianos e russos, por exemplo.

Na sexta-feira, o laboratório, que possui 9 fábricas no Brasil, sendo 2 em Brasília, vai começar a produzir a vacina em solo brasileiro para vendê-la a outros países.

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"Nossa prioridade absoluta é o Brasil, mas quem dita nosso ritmo por aqui é a Anvisa", afirmou à CNN, nesta segunda-feira, o diretor de Negócios da União Química, Rogerio Rosso.

A empresa pediu à Anvisa a validação da fase 3 dos testes. A resposta ainda não veio. Somente após isso, é que o laboratório vai pedir o uso emergencial do imunizante.

Vários países já concederam essa liberação temporária. É o caso da Rússia, Argentina, Bolívia, Sérvia, Argélia e Bielorrússia, de acordo com a fabricante. Há expectativa de que nesta semana a vacina consiga os primeiros registros definitivos lá fora também.