Saúde e Fiocruz negociam nova compra de doses prontas da vacina de Oxford

Ideia seria garantir vacinas para o país enquanto a China não libera a matéria-prima para produção do imunizante

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
22 de janeiro de 2021 às 14:39 | Atualizado 22 de janeiro de 2021 às 18:34

 

Está no radar do Ministério de Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) uma nova compra de doses prontas da vacina contra coronavírus desenvolvida pela universidade de Oxford e pela AstraZeneca junto ao Instituto Serum, na Índia.

A CNN apurou com fontes envolvidas nas conversas que o novo lote seria de até 16 milhões de doses - oito vezes maior que a quantidade comprada junto ao mesmo instituto e que chega nesta sexta-feira (22) ao Brasil. 

Ainda não está batido o martelo sobre a aquisição, mas a ideia seria garantir vacinas para o país enquanto a China não libera a matéria-prima para produção do imunizante, destinado ao laboratório da Fiocruz, na Zona Norte do Rio.

Com este material, a Fiocruz prevê a produção diária de 700 mil doses da vacina. Nesta semana, a instituição adiou a previsão de entrega das primeiras doses do imunizante de fevereiro para março, justamente em virtude da demora da chegada do chamado Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).

 

A CNN mostrou, nesta semana, que o IFA está pronto para ser enviado ao Brasil desde o dia 10 de dezembro. Pelo contrato assinado com a Fiocruz, a AstraZeneca precisa entregar o elemento para instituição até o dia 31 de janeiro.

Fechada por quase R$ 57 milhões, a compra das doses prontas da vacina de Oxford para o Brasil teve problemas. A Anvisa autorizou a importação no dia 02 deste mês. No dia seguinte, representantes do governo indiano afirmaram que só enviariam as doses em março.

O Ministério das Relações Exteriores passou a participar das negociações até que, no dia 14 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou e divulgou as imagens de um avião adesivado pelo governo federal para ir buscar as doses.

A Índia, por sua vez, preferiu aguardar o início da imunização em seu país, no dia 16 de janeiro, para começar a tratar dos trâmites para o envio do lote de imunizantes. O contrato assinado pela Fiocruz e pelo Instituto Serum previa que as doses deveriam chegar ao Brasil até o dia 23 deste mês.