Vamos continuar dependendo de China e Índia para termos vacina, diz ex-Anvisa

Dirceu Barbano diz que o Brasil ainda enfrenta três grandes problemas para superar a pandemia, e que por conta disso ainda não se pode arrefecer o isolamento

Da CNN, em São Paulo
22 de janeiro de 2021 às 17:59 | Atualizado 22 de janeiro de 2021 às 18:04


Apesar da aprovação do segundo lote da Coronavac para uso emergencial, o ex-presidente da Anvisa Dirceu Barbano acredita que o Brasil ainda enfrenta grandes problemas para superar a pandemia e que, por isso, ainda não se pode arrefecer as medidas de isolamento e os esforços para mitigar a circulação do vírus.

Barbano destaca que o número de casos de Covid-19 no Brasil continua crescendo e usa a reclassificação do estado de São Paulo como exemplo de que ainda não se pode flexibilizar as medidas de isolamento.

Outro problema levantado pelo ex-presidente da Anvisa diz respeito a dependência brasileira de países como Índia e China para a importação de vacinas e insumos para a produção do medicamento no país.

“Temos que ter clareza de que não temos autonomia nem soberania para a produção de vacinas. Por mais que elas sejam envasadas aqui, nós vamos continuar dependendo da China e da Índia para termos vacinas no Brasil. Poderemos ter autonomia apenas em 2022 ou 2023.”

 

(Publicado por Sinara Peixoto)