Depois do Amazonas, governadores querem reserva de vacina para Rondônia e Pará

Natália André, da CNN, em Brasília
25 de janeiro de 2021 às 17:18 | Atualizado 25 de janeiro de 2021 às 18:21


 

O Fórum de Governadores pede ao Ministério da Saúde o repasse reforçado de vacinas para Rondônia e Pará, dentro do fundo de reserva criado por eles para situações especiais. O porta-voz Wellington Dias, governador do Piauí, deu detalhes sobre esse acordo. Baseados no colapso na saúde pública do Amazonas e na remessa especial para o estado, os governadores querem reservar 5% de todos os novos lotes de vacinas para regiões precárias em relação ao coronavírus.

De acordo com Dias, que também é o presidente do Consórcio do Nordeste, o Amazonas já recebeu imunizantes para 20% da sua população e deve dar espaço para outros lugares agora. Além da falta de leitos e de oxigênio na região Norte, Rondônia e Pará preocupam por causa das fronteiras.

O Ministério da Saúde precisa oficializar a medida agora, porém, Dias reforçou que Pazuello acatou o pedido dos governadores e será “uma política nacional”. A pasta foi procurada, mas ainda não retornou.

Reunião com a China

O governador do Piauí também confirmou que acontecerá uma reunião do embaixador da China, Yang Wanming, com o Fórum de Governadores na próxima quarta-feira (27), às 14 horas, por videoconferência, sobre a importação dos insumos biológicos, que são básicos para a produção nacional das vacinas da Fiocruz (Oxford) e do Butantan (CoronaVac).

Nesta segunda (25), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciaram que 5,4 mil litros do insumo para fabricação de vacinas deve ser enviado ao Brasil até o fim desta semana

Além dos ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também se encontrou com autoridades chinesas para tentar acelerar o processo.

Sobre a pressão no Ministério da Saúde, o porta-voz do fórum, no tema das vacinas, disse que a preocupação, agora, é em saber da pasta quais são os contratos com laboratórios que estão para serem finalizados, os cronogramas de importação e produção de vacinas, e como estão os relacionamentos com a China, a Índia, a Rússia e o Reino Unido. Isso tudo por causa do medo do desabastecimento.