Anvisa: União Química não está produzindo insumo da Sputnik V em grande escala

Agência disse que foi avaliar a fábrica após notícias de que laboratório estaria fabricando insumos da vacina para uso em humanos

Anna Satie, da CNN em São Paulo
27 de janeiro de 2021 às 17:20
Frasco da Sputnik V, a vacina russa contra a Covid-19
Foto: Sputnik V/Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) comunicou nesta quarta-feira (27) que o laboratório União Química não está produzindo insumos da vacina Sputnik V em escala industrial para uso humano. 

A agência disse ter inspecionado a fábrica da farmacêutica no Distrito Federal após notícias recentes que os insumos da vacina estariam sendo produzidos mesmo sem ter obtido a aprovação. 

De acordo com o órgão, a produção que está sendo feita no momento é para lotes de desenvolvimento —ou seja, de teste de fabricação, e faz parte do processo de transferência de tecnologia entre a União Química e o Instituto Gamaleya, que desenvolveu o imunizante. 

A União Química informou à Anvisa que o processo de transferência de tecnologia ainda não foi concluído. 

Na semana passada, o presidente do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dimitriev, anunciou que o Brasil havia começado a produzir doses da vacina russa.

A Anvisa solicitou documentos complementares ao laboratório e mantém a postura de somente aprovar o uso da vacina Sputnik V, no Brasil, após obter mais informações sobre o imunizante.

Na manhã dessa terça-feira (26), fontes do órgão ouvidas pela CNN apontam que não há qualquer possibilidade da autorização nesse momento. "Não há dados suficientes para serem analisados. A Rússia não abre todos os estudos que porventura tenham sido realizados. Escuridão e insegurança total", relatou um dos membros da Anvisa.

(*Com informações de Pauline Almeida e Thayana Araújo, da CNN no Rio de Janeiro)