Efeito da 1ª dose não será anulado caso a 2ª seja após 4 semanas, afirma SBIm

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha falou à CNN sobre a imunização contra a Covid-19 com a Coronavac

Da CNN, em São Paulo
28 de janeiro de 2021 às 15:07


Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha afirmou, em entrevista à CNN, que a instituição recomenda que não se atrase a aplicação da segunda dose da Coronavac, prevista para ocorrer em até quatro semanas após o recebimento da primeira.

No entanto, Cunha destacou que, caso esse período seja extrapolado, a vacina não perderá o seu efeito. "É preconizado em quatro semanas a aplicação [da segunda dose], mas, se a pessoa fizer com cinco, seis ou sete semanas, não perde a primeira dose", disse o médico.

"Essa é uma regra geral para qualquer vacina. Nunca se perde a vacina aplicada, pois ela vai levar a uma proteção, mas não sabemos qual o nível de proteção que uma dose só [da Coronavac] vai dar", completou o presidente da SBIm.

Apesar disso, o especialista reforçou que o ideal seria utilizar a Coronavac conforme o registro feito na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avaliou os resultados de eficácia validados em testes com voluntários.

"O grande problema é que, diferente das vacinas da Pfizer, Moderna e AstraZeneca, que temos resultados bem animadores com a primeira dose, nós não temos da Coronavac. Então, é um risco muito grande a gente não aplicar a segunda dose no período recomendado, porque não sabemos como vai ser a eficácia protetora de uma dose só", explicou.

 

(Publicado por Sinara Peixoto)