Exército negocia para não retirar médicos que combatem a Covid-19 em Rondônia

O governo de Rondônia chegou a recorrer à Justiça para tentar impedir que os 15 médicos tivessem que atender às convocações das Forças Armadas

Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
28 de janeiro de 2021 às 20:44 | Atualizado 28 de janeiro de 2021 às 20:47
Pacientes de Covid-19 em hospital de Rondônia
Estado sofre com a falta de profissionais de saúde em meio à pandemia
Foto: Daiane Mendonça/Governo de Rondônia (7.ago.2020)


O Comando Militar da Amazônia e o governo de Rondônia negociam para evitar que médicos que atuam no atendimento a vítimas da Covid-19 sejam obrigados a deixar o trabalho para se apresentarem ao Exército na próxima segunda-feira (1º). 

O governo de Rondônia chegou a recorrer à Justiça para tentar impedir que os 15 médicos tivessem que atender às convocações das Forças Armadas (alguns deles foram chamados pela Aeronáutica).

Eles foram convocados porque, quando completaram 18 anos, utilizaram uma possibilidade prevista pela Constituição e não prestaram serviço militar obrigatório. Agora, podem ser obrigados a realizar trabalhos alternativos.   

O Ministério da Defesa informou à CNN que, no caso do Exército, a solução poderá ser um adiamento da convocação ou um entendimento para que a atuação dos médicos às vítimas da Covid-19 seja considerada como prestação do serviço alternativo.  A Aeronáutica também negocia com o governo estadual.

Por conta da falta de médicos, o governo de Rondônia chegou a pedir o envio de profissionais ao Ministério da Saúde.