Não há evidência de que vacina de Oxford não previna mortes, diz Reino Unido

Ministro da Saúde britânico se pronunciou após África do Sul suspender temporariamente uso da vacina da AstraZeneca por 'proteção mínima' contra nova cepa

Por Guy Faulconbridge, da Reuters
08 de fevereiro de 2021 às 04:45 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 08:53


Não há evidências de que a vacina Astrazeneca não previna a morte ou doenças graves, e a África do Sul apenas impôs uma suspensão temporária do uso da vacina, disse um ministro da saúde britânico na segunda-feira.

A África do Sul suspenderá o uso da vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford/ AstraZeneca em seu programa de vacinação depois de dados preliminares mostrarem que o imunizante deu proteção mínima contra a infecção leve a moderada causada pela variante dominante da Covid-19 no país.

"Não há evidências de que esta vacina não seja eficaz na prevenção de hospitalização e doenças graves e morte, que em última análise é o que buscamos com essas vacinas hoje", disse o ministro Edward Argar à Sky.

 

A África do Sul suspenderá temporariamente o uso da vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford/AstraZeneca em seu programa de vacinação 
Foto: Dado Ruvic/Reuters

"As cepas dominantes neste país não são a cepa sul-africana, há um pequeno número de casos disso, as cepas dominantes aqui são a histórica que tivemos, e depois a variante de Kent, contra a qual esta vacina é altamente eficaz".

Israel está atualmente muito à frente do resto do mundo em vacinações per capita da população, seguido pelos Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Bahrein, Estados Unidos e Espanha, Itália e Alemanha.

O Reino Unido, que tem o quinto pior número oficial de mortes no mundo, vacinou 12,014 milhões de pessoas com a primeira dose. Cerca de meio milhão de pessoas receberam uma segunda dose.

Embora milhares de mudanças individuais tenham surgido à medida que o vírus sofre mutação na replicação e evolui para novas variantes, apenas uma pequena minoria pode ser importante ou alterar o vírus de forma apreciável, de acordo com o British Medical Journal.

Entre as variantes do coronavírus atualmente mais preocupantes para cientistas e especialistas em saúde pública estão as chamadas variantes britânica, sul-africana e brasileira, que parecem ser mais contagiosas que outras.

(Reportagem de Guy Faulconbridge e Kate Holton; edição de Michael Holden)